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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Trabalho capitalista escraviza.


Nos portões do campo de concentração de Auschwitz lia-se a frase ‘O trabalho liberta’. Ironia dos nazistas que construíram estes campos como locais de trabalho forçado e, posteriormente, de extermínio em massa de judeus. O trabalho passou por inúmeros formatos durante a história, desde o trabalho escravo e servil até o trabalho ‘livre’, ironia do sistema capitalista.

O trabalho artesanal, desde a antiguidade até a Revolução Industrial do século XVIII, era uma forma de trabalho onde realmente o trabalhador era livre. O artesão era dono de suas ferramentas de trabalho, trabalhava no ritmo que bem entendesse, trabalhava nos dias e horários que desejasse. Este sim era uma forma de trabalho livre.

O artesão não tinha a mesma visão de mundo que os capitalistas que tinham como objetivo central de suas atividades a acumulação de capitais, a acumulação de riquezas. O artesão trabalhava o necessário para viver, não tinha uma perspectiva de enriquecer. O tempo não era dinheiro, o tempo era vida.

O sistema capitalista estabeleceu a compra do trabalho em troca de salários, criou máquinas que escravizam os trabalhadores e transferiu para os capitalistas o controle sobre o ritmo e o tempo de trabalho.

O artesão sabia exatamente como sua mercadoria era produzida, ele criava o produto do começo ao fim, fazendo com que um dos seus produtos fosse diferente do outro. Se você tratasse um artesão como trabalhador ele era capaz de te dar uma porrada. O que ele fazia era arte, cada tapete do tecelão era diferente do outro. Cada cadeira produzida por um marceneiro era única.

Com as fábricas passou a vigorar a padronização, todos os produtos feitos por uma máquina são exatamente iguais. Cada trabalhador realiza apenas uma pequena parte do produto, não reconhecendo no produto final o seu trabalho. É o que chamamos de trabalho alienado. A charge abaixo é muito representativa deste processo de alienação do trabalho no capitalismo.



O mito de Sísifo nos leva a pensar se os gregos já não pressentiam o tédio, a monotonia, o porre, o saco, que é o trabalho alienado que submete milhões de pessoas mundo a fora a um processo que é capaz de enlouquecer ou, no mínimo, desumanizar qualquer um.

Sísifo foi condenado pelos deuses a empurrar um rochedo morro acima e, depois, o rochedo rolava pela encosta e Sísifo começava tudo de novo, indefinidamente. Veja esta animação sobre Sísifo:



Na década de 1930, Chaplin lançou o filme “Tempos Modernos”, hoje um clássico do cinema. Mas nos EUA o filme não foi bem recebido pelos conservadores que viam nele uma clara crítica ao capitalismo e, portanto, um manifesto pró-comunismo. Na década de 1950, período marcado pelo fenômeno do Macarthismo (ou ‘caça as bruxas’), os conservadores norte-americanos passaram a perseguir artistas e intelectuais que fossem considerados simpatizantes da URSS e do comunismo. Chaplin foi perseguido pelo macarthismo por ter dirigido o filme “Tempos Modernos”.

Mas o que o filme de Chaplin tinha de tão perigoso, de tão crítico? A cena abaixo é uma parte do filme e, a partir dele, você pode perceber a genialidade do diretor em sua feroz crítica ao trabalho alienado que o capitalismo nos impõe.




Leia mais sobre o trabalho alienado aqui:

http://educacao.uol.com.br/filosofia/marx-alienacao.jhtm

Sobre o mito de Sísifo leia aqui:


http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mito_de_S%C3%ADsifo

Sobre o macarthismo leia aqui:


http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/mccarthy.htm

Fonte: http://porradacultural.blogspot.com/2010/08/o-trabalho-capitalista-escraviza.html

quinta-feira, 5 de março de 2009

Miliciano árabe sudanês: muitas afinidades com o Brasil


O Tribunal Pena Internacional de Haia emitiu hoje uma ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Bashir. Pela primeira vez, um chefe de governo em pleno exercício é alvo de tal decisão, o que dá o caráter histórico do momento.

Bashir é acusado de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, sobretudo por causa do conflito em Darfur. Na região, uma milícia árabe islâmica, apoiada pelo governo, reprime rebeldes africanos, a maioria cristãos e animistas, causando um desastre humanitário ainda difícil de calcular – fala-se em 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados.

O Sudão, como era esperado, acusou o tribunal de ser “neocolonialista” e não pretende entregar Bashir. O caso deve ser remetido ao Conselho de Segurança da ONU, que tem poder para fazer valer a decisão.

A propósito do Conselho de Segurança, será interessante ver como se comportará agora o governo brasileiro, que não se envergonhou por se aproximar do Sudão em troca de apoio em seu obsessivo projeto de integrar a máxima instância da ONU. O ponto alto desse vexame se deu no final de 2007, quando o Brasil, no Conselho de Direitos Humanos, se absteve de votar uma resolução que exigia o julgamento dos sudaneses responsáveis pelo massacre em Darfur. Pouco depois, o governo Lula, alegando que estava muito ocupado no Haiti, recusou-se a envolver tropas na força da ONU que interviria no conflito.

O governo Lula nunca reservou uma única palavra de censura a Bashir. Pelo contrário. Encontrou no Sudão e seu governo de mãos banhadas em sangue um animado parceiro comercial e diplomático. Depois da decisão do tribunal de Haia, porém, ficou claro que nosso arremedo de Realpolitik deveria ter um limite, ainda que fosse só o do bom senso.

Foto: Desirey Minkoh/France Presse

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rio Antigo.


Primeira foto: Quiosque que antecederam os bares.
Segunda Foto: Banheiro Público, o objetivo era evitar que os cariocas urinassem nas ruas.

Corcovado.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fotos Históricas


Frontline trenches. Group of French servicemen, "Poilus", in front of the entrance of a cote. Woods of Hirtzbach. (Haut-Rhin. France. June 16th, 1917).
From David Latapie (merci beaucoup!)
"Poilus" (hairy) is the nickname to French WWI soldiers, since they could not afford the luxury of regular shaving. It is a term of affection, especially now.

Tranchée de 1ère ligne. Groupe de militaires Français "Poilus", devant l'entrée d'un abri. Bois d'Hirtzbach. (Haut-Rhin. France. 16 juin 1917).