Mostrando postagens com marcador Notícias e História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias e História. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Que Tuma fique, para sempre, na nossa memória

Que Tuma fique, para sempre, na nossa memória

por Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

Romeu Tuma faleceu no conforto do Hospital Sírio-Libanês, como senador da República e com poder político (ainda que declinante), enquanto muitos opositores da ditadura militar, que ele defendeu, amargaram a escuridão das celas e o desaparecimento. Manteve cativa uma legião de fãs, parte dela saudosa de uma época em que a liberdade tinha que prestar continência para poder passar. E plantou sementes que se mantiveram após a redemocratização, pois o Brasil segue vasto em terreno fértil para intolerância.

Respeito o sofrimento de sua família. Mas todos – políticos, jornalistas, cientistas sociais – os que foram críticos a ele em vida não podem se atirar na estúpida condescendência para com os mortos, seja atrás de sua herança eleitoral, seja em nome de uma demagogia barata ou do apaziguamento tupiniquim. Não nos esqueçamos que ele dirigiu o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) durante a ditadura, instituição que moeu gente contrária aos verde-oliva e ao “Ame-o ou Deixe-o” dos anos de chumbo. Isso só para citar um ponto de sua controversa biografia, agora incensada.

Lembrar é fundamental para que não deixemos certas coisas acontecerem novamente. Que a história do delegado/senador seja contada e comentada como ela realmente foi, sem os retoques bonitos dos discursos políticos que começaram a florescer na tarde desta terça.

PS: Ao menos, Tuma era um rosto conhecido, público. Quantos outros delegados de órgãos de repressão da ditadura, sem contar torturadores, seguem anônimos, protegidos pela Lei da Anistia?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vala da 2ª Guerra com até 700 corpos é achada na Eslovênia

Foto liberada pelo governo da Eslovênia mostra crânios e ossos na vala comum perto de Prevalje (AP)

O governo esloveno pode abrir inquérito sobre o achado

Uma vala comum com os restos de até 700 pessoas, datada do final da Segunda Guerra Mundial, foi encontrada na Eslovênia, anunciou nesta terça-feira o governo do país europeu.

A vala de 21 metros de extensão foi descoberta em uma floresta perto da cidade de Prevalje (norte da Eslovênia).

De acordo com a repórter da BBC em Viena Bethany Bell, o governo esloveno informou que os restos de homens e mulheres foram encontrados na vala na semana passada com as mãos amarradas nas costas.

Alguns parecem ter sido baleados, outros podem ter sido golpeados até a morte.

Acredita-se que os corpos encontrados pertenciam às vítimas das atrocidades cometidas logo depois do fim da guerra, possivelmente mortas por grupos antifascistas que queriam se vingar dos eslovenos que colaboraram com os nazistas durante a guerra.

Informações divulgadas na Eslovênia afirmam que alguns dos corpos podem ser de cidadãos do país vizinho, a Áustria.

Se os promotores eslovenos decidirem pelo início de um inquérito, os restos serão exumados.

Nos últimos anos várias outras valas comuns datadas da época da Segunda Guerra Mundial foram descobertas na Eslovênia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Navio do século XVIII é encontrado nas ruínas das Torres Gêmeas


Arqueólogos acreditam que embarcação de 9 metros tenha sido usada em aterro da ilha de Manhattan

Funcionários que trabalham na escavação no local onde havia o World Trade Center, em Nova York, descobriram o casco de uma embarcação de 9,75 metros de comprimento, o qual se acredita seja do século XVIII.

O navio foi usado, provavelmente, assim como outros detritos como parte de um aterro para aumentar a ilha de Manhattan sobre o rio Hudson, disseram os arqueólogos.

Leia Mais

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Morre aos 100 anos mulher que ajudou Anne Frank

SÃO PAULO - Miep Gies, que ajudou a esconder a família de Anne Frank dos nazistas, morreu ontem aos 100 anos, informou o Museu Anne Frank. Maatje Mostart, porta-voz da entidade, disse que ela morreu depois de uma breve doença, mas não deu mais detalhes. Segundo a BBC, Gies havia sido internada em uma clínica após uma queda no mês passado. A holandesa era a única sobrevivente do grupo que conhecia o local onde os Franks se esconderam por 25 meses em Amsterdã, Holanda, durante a 2ª Guerra.



Gies, que era secretária do pai de Anne Frank, Otto, levou comida, jornais e outros objetos para a família da adolescente e outras quatro pessoas que também estavam no esconderijo, de 1942 a 1944. Depois que uma denúncia anônima levou os alemães à descoberta do esconderijo e à prisão dos Franks, Gies encontrou o diário de Anne, cujo conteúdo virou um dos livros mais lidos do mundo.



Ela escondeu o diário e outras anotações esperando que Anne voltasse, mas a adolescente morreu aos 15 anos de febre tifoide em um campo de concentração duas semanas antes de ele ser fechado. Gies entregou o diário ao pai de Anne, o único sobrevivente da família, que o publicou em 1947. Ela viajou pelo mundo para fazer campanha contra a negação do Holocausto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tribunal russo rejeita ação de neto de Stalin contra jornal


Um tribunal de Moscou rejeitou nesta terça-feira uma ação apresentada pelo neto de Joseph Stalin contra um jornal russo que ele acusava de ter difamado o ex-líder soviético.

Yevgeny Dzhugashvili disse que um artigo publicado na Novaya Gazeta, que afirma que Stalin pessoalmente ordenou a morte de cidadãos soviéticos, seria mentiroso.

Ele queria uma indenização e um pedido de desculpas do jornal, que faz oposição ao governo russo.

O artigo publica o que diz serem documentos secretos com ordens de assassinatos que teriam a assinatura do próprio Stalin. Mas o neto afirma que seu avô nunca ordenou diretamente nenhuma morte.

Dzhugashvili tem cinco dias para apelar contra a decisão.

A imprensa russa diz que os motivos que levaram o tribunal a rejeitar a ação de Dzhugashvili vão ser divulgados posteriormente.

O caso é visto por muitos como parte de uma campanha do Kremlin para reabilitar a reputação do ex-líder.

Stalin, que sucedeu Lênin e se tornou o segundo líder da União Soviética, foi o secretário-geral do Partido Comunista do país de 1922 a 1953, quando morreu.

Fonte: www.bbcbrasil.com.br

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Arqueólogos alemães encontram palácio da rainha de Sabá na Etiópia

Qui, 08 Mai, 12h15

Berlim, 8 mai (EFE).- Arqueólogos alemães encontraram os restos do palácio da lendária rainha de Sabá na localidade de Axum, na Etiópia, e revelaram assim um dos maiores mistérios da Antigüidade, segundo anunciou a Universidade de Hamburgo.

"Um grupo de cientistas sob direção do professor Helmut Ziegert encontrou durante uma pesquisa de campo realizada nesta primavera européia o palácio da rainha de Sabá, datado do século X antes de nossa era, em Axum-Dungur" , destaca o comunicado da universidade.

A nota diz que "nesse palácio pode ter ficado durante um tempo a Arca da Aliança", onde, segundo fontes históricas e religiosas, foram guardadas as tábuas com os Dez Mandamentos, que Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai.

Os restos da casa da rainha de Sabá foram achados sob o palácio de um rei cristão.

"As investigações revelaram que o primeiro palácio da rainha de Sabá foi transferido pouco após sua construção, e levantado de novo orientado para a estrela Sirius", dizem os cientistas.

Os arqueólogos acreditam que Menelik I, rei da Etiópia e filho da rainha de Sabá e do rei Salomão, foi quem mandou construir o palácio em seu lugar definitivo.

Os arqueólogos alemães disseram que havia um altar no palácio, onde provavelmente ficou a Arca da Aliança, que, segundo a tradição, era um cofre de madeira de acácia recoberto de ouro.

As várias oferendas que os cientistas alemães encontraram no lugar onde provavelmente ficava o altar foram interpretadas pelos pesquisadores como um claro sinal de que a relevância especial do lugar foi transmitida ao longo dos séculos.

A equipe do professor Ziegert estuda desde 1999, em Axum, a história do início do reino da Etiópia e da Igreja Ortodoxa Etíope.

"Os resultados atuais indicam que, com a Arca da Aliança e o judaísmo, chegou à Etiópia o culto a Sothis, que foi mantido até o século VI de nossa era", afirmam os arqueólogos.

O culto, relacionado à deusa egípcia Sopdet e à estrela Sirius, trazia a mensagem de que "todos os edifícios de culto fossem orientados para o nascimento da constelação", explica a nota.

O comunicado também diz que "os restos achados de sacrifícios de vacas também são uma característica" do culto a Sirius praticado pelos descendentes da rainha de Sabá.

EFE jcb/wr/gs

- Fonte: Yahoo Notícias.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Tortura é coisa nossa Debate na Biblioteca Nacional discute a trajetória do agente americano Dan Mitrione

Adriano Belisário

Muitos acreditam que a tortura é algo restrito aos capítulos do regime militar nos livros de história brasileira. Ao abordar a trajetória de Dan Mitrione, consultor de segurança americano enviado ao Brasil para treinamento de policiais, o debate 'Biblioteca Fazendo História' deste mês mostrou que a prática é velha no país e continua presente ainda nos dias de hoje.

Realizado em 23 de julho, o debate contou com a presença de Rodrigo Patto Sá Motta, professor da UFMG e autor de artigo na edição de julho da Revista de História da Biblioteca Nacional, Samantha Viz, professora de história da UFF e Jane Quintanilha, representante do grupo Tortura Nunca Mais.

Rodrigo Sá apresentou sua pesquisa sobre Mitrione, que trabalhou para o governo norte-americano durante anos como um observador nada passivo das políticas de segurança pública dos países da América do Sul. O agente chegou ao Brasil na década de 60 e trabalhou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro ensinando técnicas que seriam utilizadas para conter os movimentos contestadores, afastando a "ameaça comunista" do continente.

Segundo o pesquisador, há relatos orais que afirmam que Dan treinou o primeiro grupo de policiais para atuação em favelas cariocas.

As atividades de Mitrione eram amplamente divulgadas pela imprensa local. Adepto de intervenções discretas e pontuais, o americano assustava-se com o estardalhaço causado pelas operações da polícia brasileira. Suas contribuições, no entanto, não se restringiram aos cursos onde ensinava técnicas de interrogatório. Ele também foi o responsável pela melhoria na infra-estrutura dos órgãos de segurança brasileiro, trazendo, por exemplo, equipamentos utilizados que seriam utilizados mais tarde na tortura de prisioneiros.

Mesmo reconhecendo a intervenção norte-americana, Samantha destaca que os EUA não são os responsáveis pela introdução da tortura no Brasil. Segundo ela, a prática remonta às epocas coloniais, quando era utilizada contra os escravos. Além disso, há ainda a influência de países como a França, que, graças ao conhecimento adquirido na Guerra da Argélia, foi pioneira no treinamento em tortura na América.

Samantha afirma ainda que a tortura é aceita pelo povo nos dias de hoje, assim como era durante a ditadura. "Precisamos reconhecer nosso papel nisso. A tortura ainda existe, escondida nos 'excessos' dos policiais. Acontece que, hoje, as vítimas são outras, talvez menos simpáticas aos olhos do público do que os presos políticos", analisa a professora da UFF.

Na sua fala, Jane Quintanilha lembrou a importância de abrir os arquivos da ditadura para que se reconheça publicamente os culpados pela tortura durante o governo militar. A opinião é ratificada por Samantha, que completa: "A comunidade acadêmica do Rio de Janeiro não é mobilizada em torno da mudança de leis estaduais que regulam o acesso à documentação existente sobre o tema".

Saiba mais:

Professor de repressão - Assassinado por guerrilheiros uruguaios em 1970, o americano Dan Mitrione já tinha treinado policiais em Belo Horizonte, onde virou até nome de rua. Artigo de Rodrigo Patto Sá Motta. Leia o texto completo na edição de julho nas bancas ou em breve neste site.

Fonte: www.cartacapital.com.br


sábado, 5 de julho de 2008


Boneco de Adolf Hitler é decapitado em museu de cera
Madame Tussauds abriu neste sábado com estátua de ditador nazista em bunker
LONDRES - A polícia de Berlim prendeu um homem de 41 anos, depois que ele arrancou a cabeça de um boneco de cera do líder nazista Adolf Hitler neste sábado, 5, pouco depois da abertura do museu Madame Tussauds.

A estátua faz parte do acervo da casa, que abriu as portas ao público pela primeira vez neste sábado, após semanas de polêmica sobre a exposição do ditador.

Hitler aparece sentado a uma mesa em seu bunker, em uma cena que, segundo o museu, retrataria suas últimas horas de vida antes de ele se suicidar. O boneco não pode ser tocado nem fotografado, segundo
as regras impostas pelos responsáveis do museu.

O homem detido se aproximou por volta das 10h (horário local) do boneco de Hitler e, quando tentou tocá-lo, outro visitante foi impedi-lo, o que levou a uma briga entre os dois. Logo depois, funcionários do museu também intervieram, e um deles ficou ferido na perna.

Finalmente, o homem, que segundo a polícia mora no bairro de Kreuzberg, arrancou a cabeça do boneco de Hitler, antes de ser controlado pelo pessoal da segurança do museu. O manifestante foi processado por danos ao patrimônio alheio e lesão corporal.

A porta-voz do museu Madame Tussauds, Natalia Ruoss, disse que o incidente não tinha como ser evitado. "Havia dois guardas de segurança que não conseguiram evitar o incidente", disse Ruoss. A porta-voz não quis dizer se o boneco de Hitler voltará a integrar a exposição e apenas destacou que isso dependia do dano causado. O valor do boneco é estimado em 200 mil euros.

Vários políticos, historiadores e representantes da comunidade judaica criticaram a estátua. A polêmica é ainda maior pelo fato de o museu, no centro de Berlim, se localizar justamente nas cercanias do grande memorial ao Holocausto.

A estátua do ditador está no mesmo pavilhão que abriga figuras de políticos alemães importantes como os ex-premiês Willy Brandt e Helmut Kohl. O museu de figuras de cera Madame Tussauds já expõe figuras de Hitler em outras filiais ao redor do mundo.

Fonte: www.estadao.com.br