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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

As sugestões de leitura da Carta Maior para o fim de ano

Neste final de ano, apresentamos uma sugestão de leituras de livros, cujas resenhas foram publicadas aqui na Carta Maior. Selecionamos algumas delas para nossos leitores e leitoras como um presente de final de ano. Essas sugestões reúnem autores como Eduardo Galeano, Emir Sader, Flávio Aguiar, Gilberto Maringoni, Francisco de Oliveira, Bernardo Kucinski, Venício de Lima, José Luís Fiori e Michael Löwy, entre outros. Aproveitem a leitura e dêem um livro de presente neste Natal.

Data: 23/12/2009

Ao longo de 2009, publicamos diversas resenhas, artigos e matérias envolvendo lançamento de livros e sugestões de leituras de clássicos. Apresentamos a seguir uma relação de alguns destes títulos, com suas respectivas resenhas. São as sugestões de leitura da Carta Maior para esta virada de ano (clique no título para ler o texto):

Chico de Oliveira faz cartografia política e sentimental do Recife
Em seu novo livro, "Noiva da revolução/Elegia para uma re(li)gião, o sociólogo pernambucano Francisco de Oliveira desenvolve um ensaio histórico-político-sentimental do Recife da Sudene, "provavelmente o lugar central do conflito de classes no Brasil do final dos anos 50 e de toda a década de 60". Obra publicada pela Boitempo traz ainda nova edição de uma das principais obras do sociólogo.

A nova toupeira e os caminhos da esquerda latino-americana
Em seu novo livro, publicado pela Boitempo Editorial, Emir Sader procura entender em que medida o neoliberalismo permanece hegemônico, analisando a natureza dos atuais governos latino-americanos e propondo um debate fundamental para a compreensão das questões políticas de nosso tempo

Livro debate relação entre jornalismo, ética e nova mídia
Ética, Jornalismo e Nova Mídia - uma moral provisória", de Caio Túlio Costa, investiga como o jornalismo tem sido praticado do ponto de vista da moralidade, desde seu surgimento até os dias de hoje, marcados por um intenso fogo cruzado de novos meios de comunicação, a nova mídia. Na obra, o autor sustenta que, apesar de todas as novidades na mídia, o modo de fazer jornalismo não mudou. O que tem mudado, diz, "é a forma de comunicação e o grau de importância atribuído ao jornalista".

"A Escola e a Letra"
Organizado por Flávio Aguiar e Og Doria, o livro "A Escola e a Letra" (lançamento da Boitempo Editorial), reúne texos de autores brasileiros buscando captar a influência que a escola desempenhou em suas obras. "Quase todo escritor brasileiro tem um professor, um colega, um pedaço de escola a recordar e que aí, ou com esse personagem, se deu algo da escolha de escrever”, resume Flávio Aguiar.

Galeano na Carta Maior
O Brasil é dos poucos países em que os artigos de Galeano não são publicados regularmente na imprensa – apesar de ele ser o melhor escritor latino-americano contemporâneo. A Carta Maior publicou, ao longo do ano, textos dos três últimos livros de Galeano publicados no Brasil pela LP&M, "De pernas pro ar", "Bocas do Tempo" e "Espelhos.

A indústria da consciência
"Minimia Moralia. Reflexões a partir da vida lesada", de Theodor Adorno ganha nova tradução no Brasil. “Lesada” é a vida ferida no corpo e no espírito pelas monstruosas práticas do fascismo e do anti-semitismo, da burocracia e do totalitarismo, como também por sua figura mais “benigna”, a indústria cultural e o pensamento por clichês. “Prejudicado” é o indivíduo sem comunicação com o outro, que perdeu as formas do viver em companhia.

Um retrato honesto da experiência venezuelana
Livro analisa conquistas e limites do processo político venezuelano. Em "A Revolução Venezuelana", Gilberto Maringoni desvenda o enigma oculto sob a campanha midiática anti-chavista: como é possível que um caudilho supostamente tão desastrado mantenha altíssimos índices de apoio popular durante tanto tempo? Para o autor, é errado reduzir, como insistem os detratores da experiência venezuelana, o prestígio de Chávez à bonança petroleira da última década. O artigo é de Igor Fuser.

Teoria e história do marxismo
No livro "Marxismo e filosofia", Karl Korsch aborda o lugar do marxismo na história da filosofia e o papel da filosofia na gênese e estrutura da obra de Marx e Engels. Seu ponto de partida consiste na observação de que o marxismo era ignorado ou pouco mencionado nos livros de história da filosofia. O artigo de Ricardo Musse, professor do Departamento de Sociologia da USP, inaugura a parceria firmada entre a Carta Maior e o Jornal de Resenhas.

A batalha da mídia na América Latina
A "Batalha da Mídia" reúne ensaios que discutem o papel da comunicação na luta pela hegemonia política e cultural na sociedade contemporânea. Dênis de Moraes revela, entre outras coisas, como a ação do Estado, em vários países da América Latina, tem sido reorientada para tentar reverter uma das piores heranças do neoliberalismo: a concentração dos setores de informação e entretenimento nas mãos de um reduzido número de corporações nacionais e transnacionais.

O fetichismo da midiocracia
O livro "A ditadura da mídia", de Altamiro Borges, faz um levantamento histórico sobre a concentração da mídia e seu poder de fogo na mão de poucas empresas e/ou oligarquias familiares. Além disso o autor apresenta um conjunto de propostas para serem debatidas na Conferência Nacional de Comunicação, como o fortalecimento da radiodifusão pública, a revisão dos critérios das concessões, a revisão dos critérios da publicidade oficial, o estímulo à radiodifusão comunitária, inclusão digital e novo marco regulatório para as comunicações.


A crise financeira atual e a crítica de esquerda hoje
Lançamento da Fundação Perseu Abramo, o livro "O abc da crise" cumpre uma dupla tarefa: organiza os diagnósticos e sintetiza os prognósticos feitos pela esquerda no ato da crise, de maneira que o livro se torna útil tanto como instrumento pedagógico quanto como ferramenta política para quem quer que se interesse por certo pensamento crítico e contemporâneo. Trata-se de um conjunto representativo das opiniões não-liberais acerca da crise financeira escritas no calor da hora.

Kucinski e Venício de Lima debatem ponto de inflexão do poder midiático
Em ‘Diálogos da Perplexidade’, lançamento da Fundação Perseu Abramo, dois dos maiores críticos da mídia brasileira saúdam as oportunidades abertas pelas novas tecnologias de comunicação, mas sinalizam que não há panacéia técnica capaz de substituir o organizador político gramsciniano. A chamada grande imprensa ainda é uma de suas trincheiras mais atuantes. Mas se ela ocupa esse espaço no país deve-se muito mais à dispersão política e digital do pólo progressista, do que à uma vitalidade que já não possui. A radicalização editorial crescente acentua as deformações de um jornalismo que perdeu a prerrogativa da notícia para os meios online, deixando ele próprio de ser referência para ser referido.

Livro analisa a história da TV aberta no Brasil
"TV, poder e substância: a espiral da intriga", de Luís Carlos Lopes, que será lançado dia 17 de setembro em Brasília, trata da história da TV aberta no Brasil, que completa 59 anos em setembro. Fruto de centenas horas de pesquisa, livro parte do princípio que só se falar desse meio, considerando suas imbricações com a vida política e cultural do país.

A geopolítica e a geoeconomia das nações no início do século XXI
As transformações geoeconômicas e as reconfigurações geopolíticas deste início de século XXI explicitam a natureza do poder capitalista em geral, mas não evidenciam a derrocada do poder norte-americano em particular. Essa é uma das teses centrais do livro "O mito do colapso americano" (Record), de José Luís Fiori, Carlos Medeiros e Franklin Serrano, que consagra uma década e meia de reflexões críticas sobre as transformações nas relações entre poder e dinheiro, Estados e moedas, no capitalismo contemporâneo.

Livro resgata registros fotográficos de processos revolucionários
Em seu livro "Revoluções" (Editora Boitempo), Michael Löwy reúne os principais registros fotográficos dos processos revolucionários do final do século XIX até a segunda metade do século XX. Para o organizador da obra, “as fotos de revoluções revelam ao olhar atento do observador uma qualidade mágica, ou profética, que as torna sempre atuais, sempre subversivas. Elas nos falam ao mesmo tempo do passado e de um futuro possível”. O livro percorre a diversificada experiência das lutas populares por meio de imagens raras, como as fotografias da Comuna de Paris, e clássicas, como as de Lenin e Trotski na Rússia.

Coleção destaca grandes cientistas brasileiros
Revista Caros Amigos e Editora Casa Amarela lançam série em 12 fascículos que recupera a biografia de 24 importantes nomes de diversas áreas da ciência nacional. Os 12 fascículos quinzenais, 32 páginas coloridas a cada edição, formam ao final uma obra de referência de 384 páginas. O primeiro volume destaca a vida e a obra de Carlos Chagas, um pioneiro da saúde pública brasileira, e de Johanna Dobereiner, responsável por uma técnica de fixação biológica de nitrogênio, que fez a produção de soja brasileira aumentasse cinco vezes, ainda na década de 1960.

"Tocaia", quadrinhos de Maringoni
"Tocaia", uma coletânia de histórias em quadrinhos produzidas por Gilberto Maringoni reúne 14 narrativas curtas publicadas em lugares diversos, como Carta Capital, Kyx-93, Lúcifer, Metal Pesado, Panacéia, Front (todas no Brasil), Fluide Glacial (França), Orme (Itália), Seleções BD (Portugal) e ConSequencias (Espanha).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Info Leitura de uma intelectual de esquerda sobre a produção artística da cantora e compositora Pitty

Não é por acaso que Pitty é considerada a maior revelação do rock nacional. Depois da morte de Cássia Eller, preencheu sua lacuna com letras e músicas de muito valor, presenteando o público com uma produção de alta qualidade.

Explicitaremos algumas de suas letras, fazendo uma leitura de intelectual de esquerda que somos para comprovar este fato. Com dois CD’s gravados, Admirável Chip Novo e Anacrônico, Pitty demonstrou inteligência aliada a um extremo bom gosto que a coloca na vanguarda dos compositores que denunciam o sistema capitalista e sua perversidade, como fizeram anteriormente Renato Russo e Cazuza, além de cantar o amor, que não analisaremos porque não é o objetivo do artigo.

Começando pelo CD Admirável Chip Novo, destacaremos o que nos chamou mais atenção em suas músicas. Na primeira, que tem o CD, ela afirma que “alguém me desconfigurou, aonde estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido, eu sempre achei que era vivo”, a nosso ver referindo-se ao capitalismo e à reificação existente no sistema. Continuando, confirma o fato dizendo: “Nada é orgânico (será que ela conhece Gramsci?) é tudo programado, e eu achando que tinha me libertado. Mas lá vêm eles e eu sei o que vão fazer: reinstalar o sistema”. Na segunda estrofe da letra há o refrão: “Pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça, use, seja, ouça, diga, tenha more, gaste, viva; Não senhor, sim senhor, não senhor, sim senhor”. Esta letra denuncia a reprodução capitalista dos pressupostos à qual Althusser se refere à impossibilidade de romper (atualmente) as marras que o sistema produz nos homens, principalmente nesta época da “nova ordem mundial” em que o capitalismo praticamente se universalizou no mundo, com exceção de poucos países.

Na terceira música do referido CD, O Lobo, Pitty demonstra conhecer a Pré-história e a sua desintegração, que provocou a exploração, a desigualdade social e a guerra, sem esquecer o refrão de Hobbes “o homem é o lobo do homem”.

A alienação e a reificação capitalistas também são denunciadas na nona música, Só de passagem: “Eu sou o meu carro, eu sou o meu cabelo, ...”, “Nada me toca nem aprisiona... eu possuo muitas coisas e nada disso me possui”. Aqui Pitty demonstra conhecer Horkheimer e a sua análise da dominação capitalista, que diz que as mercadorias exercem um controle sobre os homens que é proporcional ao interesse que eles têm por elas, e ao mesmo tempo a compositora se coloca contra a situação vigente.

Do segundo CD, Anacrônico, destacaremos a quarta música, chamada Memórias, onde a compositora escreve: “eu fui matando os meus heróis (Ao nosso ver Marx, Engels, Lênin, etc.) aos poucos como se já não tivesse nenhuma lição para aprender... Eu quis me perder por aí... Memórias, não só memórias, são fantasmas que me sopram nos ouvidos coisas que eu não quero saber”, nessa letra Pitty denota a dificuldade dos jovens de buscar o rompimento do status quo, e ao mesmo tempo a recorrência dos ensinamentos dos grandes socialistas, que sempre vêm à tona na vida dos que têm consciência política, que nunca serão esquecidos e algum dia modificarão a realidade de exploração, miséria e violência sofridas pela maioria da população.


Maria Cristina Garcia

Doutora em História pela USP e Professora aposentada da UNESP

Fonte: http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/439/cultura/leitura-de-uma-intelectual-de-esquerda-sobre-a-producao-artistica-da-cantora-e-compositora-pitty


domingo, 22 de novembro de 2009

O profundo ódio de classe no Brasil

por Luiz Carlos Azenha

Francamente, acho estranho que um filme sobre a vida de um presidente da República consiga atrair tanto esculacho: é dramalhão, é tosco, é ruim.

Tudo indica que eu não vá ver, por não ter paciência com o tema. Mas começo a gostar do filme pelos críticos que ele atraiu!

"Lula, o filho do Brasil", é ficção roliudiana, se entendi bem. Apenas um filme. Qualquer semelhança com personagens da vida real é mera coincidência. Mas toca colocar repórter para investigar a relação de gente remotamente ligada ao filme e o governo. Logo vão descobrir algum carrinho de pipoca em que o pipoqueiro vende maconha e vão culpar o filme por isso. Vão dizer que "Lula, o Filho do Brasil", incentiva o tráfico de drogas. Que incentiva o subperonismo. Que provoca lavagem cerebral. Que incentiva a caspa e o chulé.

Eu sabia da existência do ódio de classe no Brasil. Mas nunca imaginei que poderia chegar a esse ponto. Eles não só odeiam o Lula. Eles odeiam qualquer coisa que passe perto do Lula. Não basta dizer que foi tudo sorte, foi tudo por acaso, que os oito anos de Lula foram apenas continuação de FHC, que Lula apenas esquentou a cadeira para José Serra. É preciso matar, salgar e enterrar. Se os pobres brasileiros odiassem os ricos tanto quanto os ricos odeiam os pobres, o Brasil viveria um banho de sangue. Em não sendo assim, ficamos restritos a este espetáculo de manifestações explícitas e implícitas de preconceito de classe.

O filme pode até ser ficção grotesca. Mas provocou algo mais grotesco ainda, por ser real e revelador. Essa gente precisa, urgentemente, de um divã.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao/o-profundo-odio-de-classe-no-brasil/


terça-feira, 27 de outubro de 2009

A face civil da ditadura militar


Documentário conta a vida do empresário dinamarquês Henning Albert Boilesen, que nos anos 60 financiou e apoiou politicamente a Operação Bandeirante.

Entre 1964 e 1985, o Brasil foi governado por uma ditadura militar, certo? Não exatamente. Essa é a tese defendida pelo diretor Chaim Lietwski em Cidadão Boilesen, documentário vencedor do festival É Tudo Verdade em 2009, que estreia nos cinemas do país neste mês.

Ao contar a biografia de Henning Albert Boilesen, empresário dinamarquês radicado no Brasil, Lietwski mostra que o uso do termo “ditadura militar” para caracterizar o regime é uma imprecisão. Mais correto, como afirmam alguns historiadores, seria falar de uma “ditadura civil-militar” que em várias etapas contou com a participação ativa do empresariado, em especial o paulista.

A vida de Boilesen é um exemplo dessa colaboração. O empresário emigrou para o Brasil na década de 30, onde se tornou presidente do grupo Ultragás.

Anticomunista, financiou e apoiou ativamente a Operação Bandeirante (Oban), incentivando outros empresários a fazer o mesmo. Criada pelo Exército brasileiro em 1969, a Oban foi o embrião do Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). De acordo com o documentário, Boilesen também teria sido colaborador da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA.


Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_face_civil_da_ditadura_militar.html

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Canto para a morte de Michael Jackson

Oswaldo Montenegro

Hoje morreu Peter Pan

Não se sabe do que foi

Vitiligo ou pressa vã

De voltar ao que já foi

Tinha voz de uma criança

Com o sexo de um senhor

Era Deus dançando a dança

De um diabo sedutor

Dizem que não tinha cor

Transparente como a luz

Só queria ser sem dor

Como um Cristo sem a cruz

Peter Pan morreu de moço

Que de velho morre o Gancho

Um jantar antes do almoço

Fez o quadro e eu não desmancho

Tanta gente quer crescer

Mas a fome diz que não

Peter Pan quis inverter

Como sabem, foi em vão

Pinga a chuva arroxeada

De outro príncipe Xamã

Uma antena angustiada

Busca a antena quase irmã

Peter Pan tava famoso

Fez o mundo de quintal

Era triste, desgostoso

Como um Buda no Natal

Era solto e deslocado

Como o barco sem a vela

Coração enclausurado

Era casa sem janela

Se era rei ou se era triste

Eu não sei, sabe ninguém

Ninguém sabe o que existe

Entre o mal, o nada e o bem

Se gostava de criança

E criança é o que ele era

Inventou uma mudança

E mudança a vida gera

Ninguém sabe e todo mundo

Diz que sabe o que não sabe

Diz que o raso é que é profundo

Diz que guarda o que não cabe

Peter Pan morreu de dia

Libertado de um açoite

Que ele mesmo (quem diria)

Punha no seu ombro à noite

Tão humanos são os loucos

Tão divinos os normais

Tão agudos são os roucos

Tão sensíveis os mentais

Só nos resta a madrugada

Com promessas de manhã

Pois a ele resta nada

Acabou-se o Peter Pan

Fica só um jeito torto

Que encantava a todos nós

Michael Jackson ta morto

Está viva a sua voz

Na criança da favela

Que hoje pensa que amanhã

Vai ser nau de caravela

Como foi o Peter Pan

Alguns dizem que era virgem

Outros que era marciano

Que sofria de vertigem

Cá pra nos, ele era humano

domingo, 7 de junho de 2009

Biblioteca da Unesco online

A Biblioteca Digital Mundial já está online. A paltaforma digital permite consultar, gratuitamente, manuscritos, imagens, livros, mapas, filmes e gravações de bibliotecas e instituições de todo o mundo.

Lançada pela Unesco, na biblioteca online encontram-se vários "tesouros" culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo.

O primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller, e o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, estão também disponíveis.

De Portugal é possível aceder, por exemplo, ao plano geral da cidade de Lisboa em 1785, ou ao livro, de 1867, de Affonso de Castro sobre as possessões portuguesas na Oceania.

A plataforma tem sistemas de busca e navegação que permitem aceder a documentos em sete línguas diferentes, inclusive em português.

O projecto da Biblioteca Digital Mundial foi proposto em 2005 e o objectivo seria aumentar o volume e variedade de conteúdos culturais na Internet.