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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O cipreste

O cipreste


Israel tentou invadir o Líbano mais uma vez. Agora por causa de uma árvore.

Acostumados a destruir oliveiras, já contabilizaram mais de 500 mil na Palestina, imaginaram que não haveria problema nenhum em destruir mais uma arvore.

(Um parêntese. Onde estão as ONGs que se locupletam em nome da natureza? Por que não protestam contra a destruição das oliveiras palestinas?)

O que eles não imaginavam foi o protesto dos libaneses que, indignados, reagiram.

Pelo caminho ficou a lamentável estatística de cinco mortos, quatro libaneses e um coronel israelense.

Tudo por causa não de uma oliveira, mas um cipreste, primo pobre dos milenares cedros do pais.

Alegação israelense: o cipreste atrapalhava a visão deles.

Atrapalhava a vigilância deles, já que o cipreste sobrevivia na fronteira entre os dois países.

Do lado libanês, diga-se.

O que os libaneses não entenderam: se o cipreste atrapalhava a visão dos israelenses, também atrapalhava a visão dos libaneses.

Mas eles nunca se incomodaram com isso. Por que os israelenses se incomodavam?
Ou tudo não passava de pretexto?

Mais um daqueles pretextos fantasiosos que eles sempre utilizam para invadir e agredir.

Como lhes ensinaram seus senhores estadunidenses.

O cipreste foi derrubado ao preço de cinco mortos e os nervos à flor da pele.

De uns e outros.

No momento, as armas de ambos os lados continuam engatilhadas.

Vamos aguardar o próximo capítulo dessa novela interminável, de briga entre dois irmãos, filhos do patriarca Abraão.

Os árabes, descendentes do primogênito Ismael, filho da egípcia Hagar.

Os israelenses, descendentes de Isaac, filho da iraquiana Sara.

Tudo de acordo com a bíblia.

Livro de mitologia (velho testamento) rico em crimes, estupros, incestos, massacres e afins.

Nada a ver com deus.

Humano, apenas humano.

Lamentável!

Fonte:http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
O cipreste


Israel tentou invadir o Líbano mais uma vez. Agora por causa de uma árvore.

Acostumados a destruir oliveiras, já contabilizaram mais de 500 mil na Palestina, imaginaram que não haveria problema nenhum em destruir mais uma arvore.

(Um parêntese. Onde estão as ONGs que se locupletam em nome da natureza? Por que não protestam contra a destruição das oliveiras palestinas?)

O que eles não imaginavam foi o protesto dos libaneses que, indignados, reagiram.

Pelo caminho ficou a lamentável estatística de cinco mortos, quatro libaneses e um coronel israelense.

Tudo por causa não de uma oliveira, mas um cipreste, primo pobre dos milenares cedros do pais.

Alegação israelense: o cipreste atrapalhava a visão deles.

Atrapalhava a vigilância deles, já que o cipreste sobrevivia na fronteira entre os dois países.

Do lado libanês, diga-se.

O que os libaneses não entenderam: se o cipreste atrapalhava a visão dos israelenses, também atrapalhava a visão dos libaneses.

Mas eles nunca se incomodaram com isso. Por que os israelenses se incomodavam?
Ou tudo não passava de pretexto?

Mais um daqueles pretextos fantasiosos que eles sempre utilizam para invadir e agredir.

Como lhes ensinaram seus senhores estadunidenses.

O cipreste foi derrubado ao preço de cinco mortos e os nervos à flor da pele.

De uns e outros.

No momento, as armas de ambos os lados continuam engatilhadas.

Vamos aguardar o próximo capítulo dessa novela interminável, de briga entre dois irmãos, filhos do patriarca Abraão.

Os árabes, descendentes do primogênito Ismael, filho da egípcia Hagar.

Os israelenses, descendentes de Isaac, filho da iraquiana Sara.

Tudo de acordo com a bíblia.

Livro de mitologia (velho testamento) rico em crimes, estupros, incestos, massacres e afins.

Nada a ver com deus.

Humano, apenas humano.

Lamentável!

Fonte:http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

domingo, 1 de agosto de 2010

As pipas de Gaza

As pipas de Gaza

E o céu se coloriu de sonhos de liberdade
Acordem! deuses de seu sono letárgico
O que temem?
A alegria das crianças de Gaza?
Ah, essas crianças palestinas
Que sonham com as pipas
O sonho da liberdade

Por que hibernam ó deuses?
Por que tanto temor?
Medo da alegria?
Da liberdade?
São apenas pipas
Mensageiras das crianças...

Que transportam o sonho da liberdade
Para alem do campo de concentração
Imposto por um Jeová arrogante e cruel
Habituado a sacrifícios
que não suporta a liberdade
Que não suporta a alegria

Ah, essas crianças palestinas...

Fonte: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

De Bob Dylan a Bob Marley - Um Samba-provocação

Quando Bob Dylan se tornou cristão
Fez um disco de reggae por compensação
Abandonava o povo de Israel
E a ele retornava pela contramão

Quando os povos d'África chegaram aqui
Não tinham liberdade de religião
Adotaram Senhor do Bonfim:
Tanto resistência, quanto rendição

Quando, hoje, alguns preferem condenar
O sincretismo e a miscigenação
Parece que o fazem por ignorar
Os modos caprichosos da paixão

Paixão, que habita o coração da natureza-mãe
E que desloca a história em suas mutações
Que explica o fato da Branca de Neve amar
Não a um, mas a todos os sete anões

Eu cá me ponho a meditar
Pela mania da compreensão
Ainda hoje andei tentando decifrar
Algo que li que estava escrito numa pichação
Que agora eu resolvi cantar
Neste samba em forma de refrão:

"Bob Marley morreu
Porque além de negro era judeu
Michael Jackson ainda resiste
Porque além de branco ficou triste"

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Analfabeto Político
(Bertolt Brecht)

"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."