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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Egito: cabeça de granito do faraó Amenofis III é descoberta

Uma cabeça gigante de granito vermelho do faraó Amenofis III, de 3.000 anos de idade, foi encontrada no local de seu templo funerário em Luxor, anunciou neste domingo o ministério da cultura egípcio.

"A cabeça está intacta e mede 2,5 metros de altura", indicou em um comunicado Zahi Hawass, diretor do departamento de Antiguidades Egípcias. "É uma obra prima de grande qualidade artística, um retrato do rei com traços esculpidos muito finos e cheios de juventude", descreveu.

A peça é a cabeça de uma grande estátua que representava o faraó de pé, com os braços cruzados e com símbolos reais nas mãos, explicou Hurig Suruzian, chefe da missão arqueológica responsável pela descoberta.

Amenofis III, que governou entre 1390 e 1352 AC, é pai de Akenaton, o "faraó herético", considerado precursor do monoteísmo por ter tentado impor no Egito o culto exclusivo de Aton.

Fonte: http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI4293235-EI3615,00-Egito+cabeca+de+granito+do+farao+Amenofis+III+e+descoberta.html

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Crânio de Adolf Hitler é na verdade de uma mulher

Berlim (Alemanha) - O crânio, que durantes décadas acreditou-se ser do líder nazista Adolf Hitler, é na verdade de uma mulher. A descoberta aconteceu graças um exame de DNA, feito depois que o arqueólogo Nick Bellantoni suspeitou que os ossos eram muito finos para serem de um homem, além de parecerem mais jovens .

O arqueólogo disse ao jornal Daily Mail que o exame comprovou sua teoria. O crânio é de uma mulher com idade entre 20 e 40 anos, ao menos 16 anos mais jovem do que Hitler quando morreu. Existe, no entanto, a possibilidade de que o crânio seja de Eva Braun, mulher de Hitler, mas Bellantoni acredita que seria impossível comprovar a hipótese.

A descoberta levanta dúvidas sobre as reais circunstâncias da morte do ditador nazista. Até então, acreditava-se que Hitler tinha se matado em abril de 1945, quando estava prestes a ser derrotado pelos soviéticos. O crânio com uma marca de tiro, que chegou a ser exibido em Moscou, era considerado a principal evidência do suicídio.

No fim da Segunda Guerra Mundial, o corpo do ditador e da mulher teriam sido encontrados em seu bunker e cremados. Posteriormente, o crânio e parte da mandíbula teriam sido desenterrados pelos soviéticos. A nova descoberta, no entanto, levanta suspeitas sobre as reais condições da morte de Hitler.

As informações são do Terra

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tesouros da Babilônia

Por Khalid al-Ansary


BAGDÁ (Reuters) - Arqueólogos iraquianos descobriram 4.000 artefatos, em sua maioria da antiguidade babilônia, incluindo carimbos reais, talismãs e tabuletas de argila marcadas em escrita cuneiforme sumeriana, a mais antiga forma conhecida de escrita.


O Ministério do Turismo e das Antiguidades anunciou na quarta-feira que os tesouros foram encontrados após dois anos de escavações em 20 lugares diferentes nas regiões entre os rios Tigre e Eufrates, a terra descrita pelos gregos da antiguidade como Mesopotâmia.


Além de artefatos babilônios, foram encontrados artefatos do império persa da antiguidade e outros de cidades islâmicas medievais, mais recentes.


"Os resultados destas escavações indicam que as antiguidades iraquianas não vão se esgotar no futuro próximo", disse um porta-voz do Ministério do Turismo e das Antiguidades, Abdul-Zahra al Telagani.


"Eles também nos incentivam a continuar o trabalho de reabilitação de nossos sítios antigos, para convertê-los em atrações turísticas."


Os artefatos serão transferidos para o Museu Nacional em Bagdá, que precisa ser reabastecido desde que saqueadores roubaram dele aproximadamente 15 mil artefatos após a invasão de 2003 liderada pelos EUA. Desde então, cerca de 6.000 dos itens roubados foram devolvidos.


Situado no coração de uma região descrita pelos historiadores como berço da civilização, o Iraque espera que a redução da violência para níveis não vistos desde o final de 2003 incentive turistas a visitar seus sítios antigos.


Alguns dos destaques potenciais incluem a cidade bíblica da Babilônia, famosa por seus Jardins Suspensos, a cidade assíria de Nínive, ao norte, relíquias de muitas cidadelas islâmicas medievais e alguns dos santuários e mesquitas mais sagrados do islã xiita.


O Iraque recebeu o primeiro grupo de turistas ocidentais no mês passado, e as autoridades esperam que venham outros.


Abbas Fadhil, chefe da equipe responsável pelas escavações, acha que alguns dos artefatos encontrados podem ter significado enorme.


Dos dois talismãs raros encontrados, um mostra um rosto esculpido em estilo sumeriano, emoldurado por um triângulo. O outro é uma pedra vermelha com um antílope correndo gravado nela.


Qais Hussein Rasheed, diretor interino do comitê de antiguidades e patrimônio histórico, disse a jornalistas que o país ainda tem um problema sério com saqueadores assaltando sítios arqueológicos.


"Esses sítios são vulneráveis a roubos intermináveis cometidos por ladrões, contrabandistas e quadrilhas organizadas, porque não são protegidos", disse ele. "Pedimos aos ministérios relevantes que mandem policiais para vigiá-los, mas não recebemos muitos até agora."

Fonte: www.historianet.com

domingo, 19 de julho de 2009

O mistério da ponta dos Naufragados

FOLHA DE SÃO PAULO - 19/07/09

UM MISTÉRIO da arqueologia colonial brasileira será desvendado logo que a Marinha assinar o contrato que permitirá aos mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul o manuseio de destroços que estão a 12 metros de profundidade nas águas da ponta dos Naufragados, em Florianópolis. Lá, no leito do mar, está uma massa com 30 metros de extensão e 8 metros de altura, coberta por séculos de craca. Sob a crosta dorme uma embarcação, provavelmente espanhola e do século 16.
Segundo o historiador catarinense João Carlos Mosimann, é possível que se tenha descoberto o túmulo da nau Santa Maria de la Concepción, capitânia da expedição do navegador veneziano Sebastião Caboto, que explorou o rio da Prata. Ela afundou em 1526 e o local do achado confere com uma narrativa da época. Também é possível, com menor probabilidade, que a carcaça seja de uma caravela da frota de Juan Dias de Solís que naufragou dez anos antes, na mesma região. (Solís esteve na embocadura do Prata, mas foi comido pelos índios.)
Os dois naufrágios, bem como a história das duas expedições, cruzam-se numa fantástica aventura. Em 1516, quando a caravela de Solís afundou, havia no Brasil algo como 30 europeus. Onze marujos sobreviveram ao naufrágio, juntaram-se aos índios carijós e alguns deles foram felizes para sempre. Um, o negro (ou mulato) Francisco Pacheco, provavelmente foi o primeiro afrodescentente a formar família em Pindorama. Ele subiu os Andes com uma tropa de índios e chegou a uma terra de reis cobertos de metais e pedras preciosas. Eram os incas. A expedição foi massacrada, mas Pacheco sobreviveu e regressou com amostras de prata. Mais tarde ele retornaria à Espanha com a mulher índia, filhos e alguns carijós. (Outro náufrago, o grumete português Henrique Montes, regressou com duas mulheres e instalou uma em Lisboa e a outra em Sevilha.)
Ao ver a prata de Pacheco, o navegador veneziano mudou seu plano de circum-navegar a Terra e subiu o rio Paraná à procura das riquezas. Deu-se mal e acabou desterrado. Foram os náufragos de Santa Catarina, com a notícia do ouro e da prata das montanhas, que provocaram a expedição de Martim Afonso de Souza, na qual veio o Henrique das duas mulheres.
Essas aventuras estão contadas por Mosimann no seu livro "Porto dos Patos - A fantástica e Verdadeira História da Ilha de Santa Catarina na Era dos Descobrimentos", e por Amílcar D'Avila Mello no seu monumental "Expedições - Santa Catarina na Era dos Descobrimentos Geográficos".
A carcaça das cercanias da praia dos Naufragados foi achada pelo mergulhador Gabriel Correa, de 37 anos. Em 2005, ele viu uma âncora, que já foi identificada como peça espanhola do século 16. Meses depois achou-se a massa da embarcação, a 23 metros de distância. Em janeiro passado, os mergulhadores localizaram um canhão de três metros na parte superior do barco e, alguns mergulhos depois, viram seis balas de um canhonete de sinalização, esferas de ferro do tamanho de bolas de pingue-pongue.
Com uma ajuda de R$ 400 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina, Correa e uma equipe de seis mergulhadores trabalham com um sonar, detectores de metais e câmeras subaquáticas. Eles descem ao túmulo regularmente e nunca tiraram uma só peça do lugar. Correa acredita que o mistério será desfeito quando encontrarem o sino do navio ou examinarem o canhão em terra firme, limpo. Num dos dois deve estar inscrito o nome do barco.
Se debaixo da craca estiver a caravela de De Solís, ela será a mais antiga ruína de embarcação naufragada nos mares das Américas.

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Família mais antiga já identificada 'foi morta', dizem cientistas

A família mais antiga já identificada por testes genéticos teve morte violenta segundo análise de uma ossada de 4.600 anos encontrada na Alemanha.

Em relato publicado na revista científica PNAS, cientistas dizem que os ossos quebrados dessas pessoas da Idade da Pedra mostram que elas tiveram morte violenta.

Análises de DNA de um jazigo confirmam que os ossos são de uma mãe, um pai e dois filhos seus.

"Estamos certos mesmo, com base em evidências biológicas, não estamos supondo ou assumindo", disse Wolfgang Haak, do Centro Australiano para DNA Antigo, em Adelaide, que conduziu as análises de DNA.

O filho e a filha foram enterrados abraçados a seus pais.

Ao todo, os quatro jazigos continham 13 corpos, oito de crianças de entre seis meses a 9 anos de idade, e cinco adultos de entre 25 a 60 anos.

Em duas covas, o DNA estava bem preservado, o que permitiu comparações entre os códigos genéticos de seus ocupantes. Uma delas continha a família, enquanto a outra abrigava três crianças aparentadas e uma mulher, que, segundo os cientistas, pode ter sido uma tia ou madrasta.

Acredita-se que os corpos encontrados eram de pessoas que pertenciam a um grupo conhecido como Cultura da Cerâmica Cordada, caracterizado pelos potes e vasos decorados com motivos de cordas entrelaçadas. Quando enterrados, os corpos geralmente eram colocados com a face voltada para o sul.

Na cova da família, os adultos 'olhavam' para o sul, mas as crianças em seus colos olhavam para os pais. Os cientistas dizem que nesse caso foi feito uma exceção à regra cultural para expressar a relação biológica.

Arma de pedra

O cuidado com o qual os corpos colocados na cova mostra que quem quer que os tenha enterrado sabia exatamente quem eles eram, diz Haak.

O pesquisador afirmou ter ficado “tocado” na primeira vez que viu os corpos.

“Você sente um tipo de simpatia por eles, é uma coisa humana, alguém realmente deve ter tido cuidado com eles”, diz o especialista.

“Normalmente deve-se ser cuidadoso em pesquisas arqueológicas para não permitir que os sentimentos nos deixe fazer julgamentos com base nas idéias modernas. Não sabemos o quão dura a vida deles era e se havia algum espaço para o amor”.

Segundo os pesquisadores, o aspecto mais “apavorante” da descoberta foi identificar a causa da morte.

“Com certeza eles foram assassinados”, diz Alistair Pike, da Universidade de Bristol. “Eles tinham grandes buracos na cabeça, dedos e punhos quebrados”.

Pelo menos cinco dos indivíduos mostram provas de um ataque violento. Um deles ainda guarda a ponta de uma arma de pedra encravada em uma vértebra.

Wolfang Haak acredita que como a maioria dos corpos era de mulheres e crianças, é provável que a maioria dos adultos estava longe na hora do ataque, talvez lutando ou no campo.

“Eles voltaram para casa no vilarejo e encontraram seus entes queridos mortos”, acredita. “É uma hipótese, mas esta me parece a explicação mais plausível”.

Ainda segundo os especialistas, episódios violentos como esse se encaixam no que se sabe até agora sobre a vida na Europa central na época.

A área tinha terras férteis, um clima estável e estradas de acesso natural. Tais características tornaram a região um lugar cobiçado por muitos, o que poderia ter criado um ambiente de competição entre seus habitantes levando a confrontos violentos.

Fonte: www.bbcbrasil.com.br