Fausto Wolff
Berrava ao microfone o locutor argentino, acabado o segundo tempo entre a sua seleção e a do Uruguai: "Eis o resultado final entre o jogo de futebol Uruguai X Argentina: Uruguai, dois gols, ARGENTINA, DOIS GOLAÇOS".
Já eram 10 horas da noite. Fritz jogava pôquer com patrícios alemães na varanda da sua casa.
Tímida, entrou Helga, olhos no chão:
– Fritz, você vai me usar hoje?
Fritz pensou um pouco e disse:
– Non, Helga.
– Então só vou lavar os pés.
Dois americanos assistiam a um rodeio de índios no Texas. Maravilhado com o espetáculo, um diz para o outro:
– Estes são os verdadeiros americanos..
– Espera aí – respondeu o outro que era menos burrinho. – Americanos somos nós. Os índios são da Índia. Aliás nem sei como os deixaram entrar aqui. Só sabem tocar tambor, bater pé e fumar maconha.
O conde e a condessa fazem amor na lua-de-mel. Ela pergunta:
– É isso que os pobres chamam de fazer amor?
– É.
– Bom demais para eles.
MacBain tinha uma porquinha há muitos anos. Orgulhoso, passeava com ela todos os domingos, laço no pescoço e tudo, pela praça da cidadezinha escocesa. Mas tinha muitas dificuldades financeiras. Num domingo, MacBain passeou com sua porquinha pela praça. Mas o bichinho tinha uma muleta no lugar de uma das patas.
– Foi acidente, MacBain?
– Não – respondeu ele. – É que a situação está braba. Mas eu amo tanto a minha porquinha que decidi comê-la aos poucos.
Um pobre sujo, amarfanhado, surdo, mudo está pedindo esmolas na esquina da Quinta Avenida. com a Rua 48. Chove a cântaros e o desgraçado pensava: "Não tenho um tostão, sou preto, cego, cheiro mal e desconfio que sou judeu".
O espanhol voltara de Paris, onde se tornara um famoso costureiro. Depois de passar dois dias em sua vila, disse para a mãe.
– Mamá, me voy a Paris.
– Mas por quê?
Porque lá todos me chamam de François, le sensitiva. Aqui todos me chamam de Paco, el Puto.
O velho mercador judeu de 90 anos agonizava. Pouco antes do ultimo suspiro, perguntou aos amigos e parentes à sua volta:
– Estão todos aqui... Tua mulher e teus quatro filhos.
– Meu Deus, quem ficou tomando conta da loja?
Três semanas atrás, um turco foi ao seu confessor e informou:
– Preciso lhe dizer que no tempo da Segunda Guerra eu escondi um soldado inimigo no porão da minha casa. É um pecado muito grande.
– Não é pecado, é virtude.
– Mas eu cobrava aluguel dele.
– Disso Alá não gosta. Vai fazer um oração a mais todos os dias pelo tempo que explorou o pobre homem?
– Vai ser difícil mas vou tentar. A propósito: devo dizer ao soldado que a guerra já acabou?
Entra um alemão parrudo num pé sujo carioca e diz aos berros
– Aqui não tem homem pra mim.
Um russo se levanta e leva uma traulitada no capricho e cai no chão. Vem o americano parecido com o Stallone e na primeira porrada do alemão caiu que nem mulher na vida. Aparecem franceses, irlandeses, mongóis, japoneses – que formaram uma montanha de gente desmaiada. Uma verdadeira ONU de derrotados. Finalmente, vindo lá da frente do boteco, terno de linho branco, palito na boca, bigodinho manchado de chope, o nosso brasileiro. Vira-se para o alemão e pergunta:
– Quer dizer que aqui não tem homem pra você?
– Non está vendo? – e em seguida deu-lhe uma tal porrada que o brasileiro, que estava na Praça Mauá, acabou no Museu de Arte Moderna. (Esta piada é de autoria de meu saudoso amigo Sérgio Porto, que ainda explicava: "Isso é pra brasileiro perder essa mania de achar que é mais malandro que todo o mundo").
Fonte: www.jbonline.com.br
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