
Aqui está um bom exemplo dos “direitistas radicais” a quem faço referência.
Jay Severin, o radialista que não é exemplo para ninguém, foi suspenso indefinidamente após chamar mexicanos de “criminaliens,” “primitivos” e “sangue-sugas.”
Severin ocupa o horário das 15 as 19h, momento em que muita gente está dirigindo pra casa. Ele defende visões de ultra-direita, e poderia ser considerado inteligente, não fosse os comentários incendiários que beiram ao racismo explícito.
Para Severin, a secretária de Estado Hillary Clinton é uma “cadela mentirosa” e o senador Edward M. Kennedy é “um pedaço gordo de lixo.”
A porta-voz da rádio, Heide Raphael, não soube dizer qual comentário causou a suspensão de Severin.
Mas leia as “pérolas” que Severin soltou sobre mexicanos, e escolha você mesmo.
“São milhões de sangue-sugas de um país primitivo que vêm aqui sugar de você e eu, eles estão acabando com as nossas escolas, hospitais, e a vida na América.”
Ou, “agora, além de doenças venéreas e outros produtos de exportação do México – como mulheres com bigode – agora temos a gripe suína.”
“Os costumeiros 5 mil criminaliens que cruzam a fronteira do Arizona vão pular para 8 mil esta noite, e amanhã serão 12 mil, porque até os mexicanos vão tentar sair do México em maior número.”
Essa não é a primeira vez que Severin critica os mexicanos, a quem se refere como “o esgoto do sul.”
O radialista também foi um fervoroso apoiador da invasão do Iraque em 2003. Ele tocava a música de John Lennon, que dizia “Dê uma chance para a paz,” e gritava entre os versos: “Guerra!” Mas quando ficou provado que não havia armas de destruição em massa no Iraque, Severin escapou dizendo: “eu acredito que o presidente acreditava que exisitiam armas.”
Em 2004, quando um ouvinte ligou para dizer que os EUA deveriam tentar ser amigos dos muçulmanos, Severin disse: “amigos, nós deveríamos matá-los.”
Antes de ser apresentador de rádio, Severin era consultor político, e já disse até que ajudou a eleger um político no Brasil.
A minha amiga dos tempos de Harvard, Marcela Garcia, disse que toda vez que pega “Severin na rádio, ele está insultando alguém com linguagem nojenta."
"Ele demonstra falta de respeito e de conhecimento sobre o verdadeiro significado de imigração. O que ele diz alimenta o diálogo racista que está acontecendo sobre imigração neste país,” disse a mexicana, que é editora do jornal El Planeta.
Fonte: www.oglobo.com.br
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