Professor de História com pós-graduação em História da África e do Negro no Brasil.CONTATO PROFISSIONAL: 21-9439-5803 (Niterói e São Gonçalo.)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O espetáculo da gripe
Lá vamos nós, de novo, embarcar na montanha russa da mídia. Agora é a vez de você, caro telespectador, curtir todas as emoções da gripe seja-lá-como-decidiram-batizá-la.
Uma amiga, no México, me liga: e aí? Fique tranquila. Você não vai pegar gripe. Como assim? Respondo: quantos casos OFICIAIS existem no México? Algumas centenas? Ora, se a Cidade do México tem 22 milhões de habitantes a chance de você pegar a gripe E morrer é tão grande quanto a de acertar na Mega Sena. Oficialmente, ao que eu sei, são menos de 10 mortes no México, que é o epicentro da "epidemia".
Além disso, as chances de você se recuperar da gripe são grandes. É só comparar a relação casos confirmados/mortes no México ou fora dele.
Quantas mortes a malária causa anualmente? Um milhão. Isso mesmo: um milhão de pessoas morrem de malária, doença de pobre, todo ano. É por isso que minha amiga, ao circular na periferia da Cidade do México, descobriu que ninguém usa a máscara. O mexicano comum sabe que é mais provável que morra "atirado" ou atropelado do que de gripe.
Nos próximos dias, teremos todas as manchetes óbvias sobre os bebês, os anões e as mulheres grávidas que pereceram diante da "nova" enfermidade. Meu coração ficará com as vítimas e suas famílias. Nunca com os repórteres que vão fingir preocupação diante de hospitais e centros de pesquisa. Eles estarão a serviço do "espetáculo da gripe", assim como estiveram, não faz muito tempo, a serviço do sacrifício ritual da adolescente Eloá.
"Mas, Azenha, você não acredita na TV?". Costumo dizer que cobro um preço para fazer TV. Para assistir custa mais caro. Não suporto mais "indignação", "preocupação" e "emoção" ensaiadas, de estúdio, essa farsa repetitiva que ocupa o espaço entre dois comerciais.
Tire suas dúvidas sobre a gripe suína
O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.
Quais são os sintomas da gripe suína?
Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais.
Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.
Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro.
Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.
O quanto as pessoas devem se preocupar?
Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.
A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.
Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação.
Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.
Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.
A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.
Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.
Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade.
Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.
Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.
Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.
Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.
O vírus pode ser contido?
O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.
A gripe suína pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.
Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.
O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.
Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.
Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína.
Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.
O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.
Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.
Nesta segunda-feira, a União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.
Que medidas posso tomar para evitar a infecção?
Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse.
Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.
Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.
É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.
Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.
É seguro comer carne de porco?
Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.
Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.
E a gripe aviária?
O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.
O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1.
Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.
Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.
Os humanos infectados, sem exceção, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.
Fonte: www.bbcbrasil.com.br
Outra negociata de Serra com a Abril
Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam
Chicão Dois Passos, em seu blog
http://chicaodoispassos.blogspot.com/
É inacreditável!
É dinheiro, milhões, no bolso dos donos da Editora Abril. Eles estão rindo atoa de felicidade.
O dinheiro dos nossos impostos estão sendo DESPERDIÇADOS com eles.
Quando você abre uma revista do grupo Abril é só elogio ao José Serra: competente, capaz, vitorioso...
O novo negócio entre ele$ é o seguinte:
- Contrato: 15/0149/09/04
- Empresa: Editora Abril S/A.
- Objeto: Aquisição de 25.702 assinaturas da Revista Recreio que
serão destinadas às escolas da Rede de Ensino da COGSP e da
CEI. - Prazo: 608 dias
- Valor: R$ 12.963.060,72 quase R$ 13 MILHÕES
- Data de Assinatura: 09/04/2009.
- Extratos de convênios - Convênio: 54/0443/09/06
Esta revista Recreio é dirigida às crianças. Ela custa CARO, porque junto vem um brinquedinho. Custa R$ 10,00, nas bancas de jornal.
O valor da compra SEM LICITAÇÃO é equivalente ao preço do exemplar na banca, sem descontos. No site você pode assinar com 10% de desconto, e uma segunda assinatura dá direito a 35%.
O governo Serra compra 25.702 assinaturas SEM O DESCONTO dado para qualquer um que fizer a assinatura? É demais. Não é incompetência, é planejamento político.
E mais. O brinquedinho que vem junto vai ser usado como? Vai ficar para quem? É o brinquedinho que torna a revista TÃO CARA.
Vale a pena perguntar:
Qual a relevância curricular para tais compras?
Como será O TRABALHO PEDAGÓGICO com as revistas?
Se é para estimular a leitura, como será feito? Quais livros vão usar? Porque não compram outras revistas de melhor qualidade, como a Ciência Hoje para Crianças?
Perguntei para duas professoras de escolas estaduais de SP sobre estes constantes negócios entre o Serra e a Abril. Elas relataram desperdício de dinheiro e falta de planejamento pedagógico.
A editora Abril ainda tem um ganho indireto de marketing: a revista será apresentada para um público que não costuma compra-la. As crianças, vendo o brinquedinho, que não ficará com ela, pedirão para os pais comprar a revista por causa do brinquedo. Se 5% dos pais fizerem isto, será uma aumento monstruoso de vendas da revista.
Será mais dinheiro no bolso dos donos da editora. Eles ficam felizes, eles agem pensando em dinheiro e poder.
Enquanto isto bons livros NÃO SÃO COMPRADOS.
Bons projetos pedagógicos são desconsiderados.
Boas idéias são destruídas, pois o foco é agir de modo a ajudar os donos da editora Abril.
terça-feira, 28 de abril de 2009
O LIVRO PROIBIDO

O jornalista Ivo Patarra levou 'O Chefe' a duas editoras, que recusaram a publicação do livro. O livro sobre as falcatruas do Lula, que foi proibido, está disponível para leitura na Internet. O livro que compila todos os escândalos do desastroso governo Lula, não conseguiu ser publicado!!! Todos se negaram a publicá-lo. Assim sendo, seu autor resolveu colocá-lo na Internet à nossa disposição, para ler online ou baixar.
Acesse o site: *
www.escandalodomens alao.com. br *
segunda-feira, 27 de abril de 2009
COCA-COLA ZERO PROIBIDA nos Estados Unidos.

Recebemos esta mensagem do Dr. Edgardo Derman, médico em San Juan, Argentina, a respeito de sua pesquisa sobre o refrigerante Coca-Cola Zero. Para não incorrermos em divulgar notícia infundada, pesquisamos o site do Federal Drugs Administration, o mais respeitado órgão de controle de drogas e alimentos daquele país, cujas publicações merecem o crédito de toda a comunidade científica internacional.
Como se trata de saúde do consumidor, traduzimos a mensagem que vai publicada na íntegra como nos chegou:
"Faço minha contribuição a este interessantissimo artigo: Na década de setenta apareceu uma bebida que foi muito popular em seu momento. A casualidade é que a mesma era produzida também pela Coca Cola e se chamava TAB, obtendo grande êxito já que era dietética.
Nesta época, meu irmão, um engenheiro químico, estava fazendo uma Pós-Graduação na Espanha em Produtos Alimentícios e nos chamou atenção para não consumirmos esta bebida pois a mesma continha “Ciclamato”, um agente químico que reconhecidamente fazia mal à saúde.
DESDE ESSA ÉPOCA SE SABE QUE NÃO SE PODE USAR O CICLAMATO PARA CONSUMO HUMANO.
O Ciclamato, a pesar dos alertas, continuou a ser usado em muitos produtos dietéticos, notadamente nos países em desenvolvimento ou não desenvolvimos. Quando forem a um supermercado ou mercearia basta conferir os ingredientes para ver a presenta desta nociva substância nas composições destes produtos.
Agora prestem atenção:
Porque a Coca-Cola Zero, que contém Ciclamato, foi proibida nos Estados Unidos?
Conheça as razões deste porquê. E mais uma questão: O que se passa na América Latina, onde este produto ainda não foi retirado do mercado?
Fiquem de olho nesta bebida, afinal, o que você sabe da Coca-Cola Zero?
Depois de uma massiva propaganda do novo produto Coca-Cola Zero, começaram a aparecer na comunidade científica, artigos médicos sobre os malefícios do Ciclamato. De outra forma, os consumidores começaram a questionar porque a Coca-Cola lançava um produto que viria concorrer com outro produto seu da mesma linhagem, a Coca-Cola Light. Afinal, asa duas não prometiam a inexistência de açúcar em suas composições? Se ambas não contém açúcar, o que as diferenciava?
As respostas para estas questões estão a mostra num atento exame dos componentes de tais refrigerantes:
A Coca Cola LIGHT possui: Acesulfame K (16mg/%) y Aspartame (24mg/%), num total de 40mg/100ml de bebida, de edulcorantes.
Já a Coca Cola ZERO tem em sua formulação Ciclamato de Sódio (27mg%), Acesulfame K (15mg%) e Aspartame (12 mg%), tornando-a mais doce que a outra - um total 54mg/100ml de bebida).
Tendo em conta que o edulcorante «Ciclamato de Sodio» está terminantemente prohibido pelo la F.D.A (Federal Drugs Administration) - (Organismo máximo de controle de alimentos e drogas dos EEUU da América) por comprovados efeitos na gênese de tumores cancerígenos, e mais, que o Ciclamato é muito mais barato que o Aspartame (a razão de 10 dólares por quilo do Ciclamato contra 152 dólares/Kg do Aspartame, vem a pergunta: Que Coca-Cola você passará a tomar?
Nota da Redação: Parece fácil a resposta, ainda mais considerando-se que o Ciclamato de Sódio é cancerígeno, não? Entretanto, o que se vê é um contínuo incremento no consumo da Coca Zero em contraste a um decréscimo no consumo da Light. Especialmente nos países em que a Coca Zero não foi ainda tirada do mercado. O que faz isto? A massificação da propaganda da Coca Zero, contra praticamente nenhuma da Coca Light. Assim, somos induzido a a ingerir um produto que, proibido em outros centros por conter um agente cancerígeno, ainda está a disposição em nossos mercados.
ANEXOS
Como é meu costume investigar pela Internet – não creio em verdades absolutas – entrei no site do FDA e… SURPRESA!!!
Lá, encontrei uma lista de aditivos e alimentos considerados seguros para a saúde humana, chamada, Generally Recognized as Safe (GRAS).
Pois bem! Efetivamente o Ciclamato de Sódio aparece nesta lista com uma observação em inglês:
Sodium cyclamate - NNS, ILL - Removed from GRAS - list 10-21-69 - 189.
Ou seja, o Ciclamato de Sódio foi retirado da lista de aditivos e alimentos seguros.
Confira em http://www.cfsan.fda.gov/~dms/opa-appa.html
Continuei minha busca e encontrei a través do site do FDA um “link” para uma outra lista com a sigla EAFUS (Everything Added to Food in the United States). Traduzindo: Todos os Aditivos de alimentos nos Estados Unidos.
Lá, está claramente a proibição ao Ciclamato de Sódio:
SODIUM CYCLAMATE-PROHIBITED.
Quer a fonte? Consulte: http://www.cfsan.fda.gov/~dms/eafus.html
Finalmente, deparei-me com outra lista de substâncias proibidas em alimentos para consumo humano. E lá estava:
PART 189--SUBSTANCES PROHIBITED FROM USE IN HUMAN FOOD.
189.135 Cyclamate and its derivatives.
Fonte: http://www.access.gpo.gov/nara/cfr/waisidx_03/21cfr189_03.html
Alguma dúvida? Bem, foi esta a mensagem que me chegou por e-mail.
Agora meus comentários:
A Pessoa que me enviou a mensagem preguntaba-me: porque a Coca-Cola Zero é vendida nos Estados Unidos se a FDA proibiu o uso de Ciclamato de Sódio para consumo humano?
A resposta é simples;
A COCA COLA ZERO vendida nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na mayoría dos países europeus NÃO CONTÉM Ciclamato de Sódio.
Isto só acontece nos países pobres ou subdesenvolvidos como os da Europa Oriental e América Latina.
Quando no ano passado se tirou do mercado a Coca-Cola Zero no México criou-se uma grande polêmica porque ela continha Ciclamato e tiveram que trocá-la.
A Coca Cola nunca aceitou dizer que ela havia sido tirada do mercado por causa do Ciclamato. Ao invés disto disse que a mesma foi retirada do mercado para “melhorar seu sabor”.
É frustrante e indigno o que estes países fazem com os países do dito 3º. Mundo.
Não lhes interessa a saúde do consumidor (que em sua ignorância crêem estar usando produtos dietétios seguros). Interessa-lhes, apenas, o lucro, o dinheiro.
Oxalá na Argentina façam algo como fizeram no México.
Por incrível que pareça, em minhas investigações a COCA COLA ZERO que se vende na Espanha também possui esta coisa, o Ciclamato. Porém, está cada vez mais rara sua venda. A que vendem na Alemanha também contém esta droga.
POR FAVOR CONTRIBUYAMOS CON UNA CAUSA JUSTA, REENVÍA ESTE MENSAJE A TODO EL QUE PUEDAS PARA QUE SE SEPA QUÉ CLASE DE VENENO SE ESTÁ VENDIENDO EN CADA UNA DE LAS TIENDAS DEL PAIS"
Dr. Edgardo Derman MAAC
LU3PCJ - San Juan - ARGENTINA
Fonte: e-mail recebido.
Tire suas dúvidas sobre a gripe suína

Especialistas estão examinando relatos de mortes causadas por um surto de gripe suína no México. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.
O que é a gripe suína?
Uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
Surtos da enfermidade são comuns, mas raramente causam mortes nos animais.
A gripe tende a se propagar mais durante o outono e o inverno, mas são registrados casos durante o ano inteiro.
Existem vários tipos de gripe suína e, assim como acontece no caso da gripe humana, o vírus causador da doença se modifica constantemente.
Os humanos podem contrair a gripe suína?
Normalmente não, mas no passado foram registrados casos em pessoas que tiveram contato próximo com porcos.
Mais raros ainda são os casos documentados de contágio de pessoa para pessoa.
A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos lançados na tosse e espirros.
Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
O quanto as pessoas devem se preocupar?
A OMS afirma que ainda é muito cedo para lidar com a situação como se ela fosse o início de uma pandemia.
Entretanto, o risco existe e a evolução dos casos está sendo acompanhada de perto por especialistas.Fonte: www.bbcbrasil.com.br
domingo, 26 de abril de 2009
PROFESSOR TEMPORÁRIO É PRODUTO PERVERSO DE JOSÉ SERRA
Metade dos professores da escola pública paulista não existe – são aparições temporárias, que perambulam de uma periferia a outra, lugares aos quais não pertencem e com os quais não lhes dão tempo de criar vínculo. Manter estes cem mil cidadãos na incerteza trabalhista (são contratados sem concurso público) e no modo de vida nômade que não escolheram, tratá-los como peças de um jogo sem regras, expor todos ao ridículo e desqualificá-los mediante seus colegas profissionais e mediante a sociedade foi o ato mais recente da criminosa “política educacional” do governo de José Serra em São Paulo.
Pior educação pública que a paulista não há no país – e ela é a cara do tucanato (o PSDB), é a obra máxima do descompromisso com a coisa pública quando se trata do interesse da maioria da população pobre. Estes governos afinados com a classe dominante, como os oito anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República (1995-2002) ou os quase quinze anos em que o grupo de José Serra infesta o Estado de São Paulo deram golpes de morte na educação pública.
Em dezembro último, a Secretaria Estadual de Educação de SP aplicou uma prova ao professorado temporário da rede estadual para utilizar a nota como critério classificatório na atribuição de aulas deste ano letivo de 2009, uma armadilha para demitir milhares de professores que os próprios governos tucanos de Serra e sua turma contrataram em condições de absoluta precariedade e com os quais não sabem o que fazer.
A prova, mal elaborada, cheia de questões visivelmente erradas, avaliaria o conhecimento dos professores sobre a proposta curricular da Secretaria. Concorreram com os quase cem mil temporários outros milhares de novos candidatos a lecionar na rede pública, professores recém-formados. Na concorrência desleal, muitos dos temporários perderiam para os novos seus empregos e um mínimo de direitos conquistados. O professorado recorreu à Justiça e ganhou a causa.
A Secretaria de Educação de Serra, por seu lado, não teve dúvida: saiu divulgando na mídia serrista (em São Paulo, especialmente os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e as redes de TV) a “nota zero” atribuída a centenas de professores na tal prova, incluindo neste número as tantas centenas de professores que entregaram a prova em branco, em ato de protesto. Uma desonestidade, uma manipulação flagrante dos resultados. A “proposta curricular” da gestão Serra para a educação pública não passa disso: culpabilizar o professor pelo fracasso da política educacional cada vez mais perversa conduzida pelo tucanato em São Paulo. Para que gastar dinheiro com os pobres contratando professores por concurso público? Para que oferecer uma escola de qualidade aos filhos dos pobres?
Certamente não é aos elitistas do PSDB que isso interessa. E ainda que caiba ao governo paulista avaliar seu professorado, ainda que fosse numa avaliação justa, e ainda que o professor tirasse nota zero, ainda assim a culpa deveria recair sobre os governos do PSDB em São Paulo e por aí afora: os professores que zerassem seriam os mesmos formados nas faculdades particulares de quinta categoria (faculdades para pobres), abertas feito barracas de camelôs na gestão do ex-ministro da Educação do governo Fernando Henrique, o hoje deputado Paulo Renato Souza. Nota zero mesmo é a esta gente.
Há tempos que ser professor tornou-se profissão penosa, desonrada, sem nenhum reconhecimento social, ainda mais na escola pública – sintoma dessa grave doença da injustiça social brasileira, nos quadros da qual estudar, educar-se, formar-se virou um culto requintado, apenas para quem pode. Ora, se antes professor era uma figura eterna... Mesmo quando, antes, aprender as letras era com caco de telha riscando o chão, pedaço de tijolo, tudo vermelho-alaranjado no piso de cimento cinzento das calçadas da rua. Aprender letra cursiva era com a mão grande de dona Helena, com a voz mansa de dona Cremilda. Quem nunca teve um amor qualquer por um doce professor ou professora?
Essas minhas podem ter desaparecido no tempo, dona Helena e dona Cremilda – uma do jardim de infância, outra do primeiro ano (antigo primário) –, desaparecidas como os riscos de telha lavados pela chuva na calçada. Só nunca saíram da minha cabeça, da memória da importância monstruosa que tiveram na minha vida. Paulo Freire, o educador, também contava: “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz”.(1982) Educação também é isso, lembrança para sempre. Temporários (e tomara extintos logo) devem ser os governos perversos da gente do PSDB.
(*) Marilene Felinto é escritora. Artigo publicado originalmente na edição nº145, abril de 2009, da revista Caros Amigos. Contato: marilenefelinto@carosamigos.com.br
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O kit: a vida pode depender disso

Uma empresa chamada Subivor está oferecendo um kit de sobrevivência para o caso de um incêndio ou um atentado terrorista no metrô americano. Afinal, nunca se sabe.
O kit vem com máscara contra gases, um pedaço de ferro para abrir portas emperradas e uma lanterninha, entre outras bugigangas. Tudo por módicos US$ 39,99.
Motta: Gabeira, o arauto do neo-udenismo
Autocrítica, autorretrato
"Em razão da ampla utilização de passagens aéreas nos gabinetes parlamentares, o presidente da Câmara reconhece que deputados, inclusive ele próprio, destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do Parlamento. Tudo porque o crédito era do parlamentar, inexistindo regras claras definindo os limites da sua utilização. Por outro lado, surgem às vezes equívocos na utilização da verba indenizatória, na de postagem, na de impressos e no auxílio-moradia. Daí porque o presidente da Câmara dos Deputados determinou blablablá...."
Esta é a nota que Michel Temer soltou para "esclarecer" os eleitores que ele e outros deputados usaram dinheiro público para fins privados.
Michel Temer, formado em Direito pela USP, doutor pela PUC de São Paulo, que antes de ingressar na política exerceu a carreira jurídica, não sabia que um parlamentar não pode repassar para sua família e amigos as passagens aéreas destinadas exclusivamente ao seu trabalho - seja lá qual for ele.
É de doer.
É o retrato acabado de um tipo de político que não deveria mais existir - aquele que usa seu cargo exclusivamente para fins pessoais, que mistura num mesmo balaio o que é seu e o que é do povo.
Coisa típica das repúblicas de bananas caricaturadas no cinema e na literatura.
A bem da verdade, Temer não foi o único que confessou seu "erro"- triste eufemismo para tentar encobrir um crime baixo, sórdido.
Muitos outros parlamentares aproveitam o momento dessa hipócrita cruzada moral para fazer a autocrítica.
Fernando Gabeira, quem diria, está nessa lista.
Justo ele, arauto do neo-udenismo travestido de esquerda, porta-voz das desilusões de uma classe média que adora impingir aos outros os seus próprios pecados e frustrações.
Gabeira, Gabeira, mas o que é isso, companheiro?
fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com/
terça-feira, 21 de abril de 2009
Arqueólogos egípcios podem ter encontrado tumba da rainha Cleópatra

ALEXANDRIA, Egito - No alto de uma colina com vista para o Mar Mediterrâneo, enterrados a grande profundidade sob a pedra de um templo da deusa Ísis, é possível que estejam os restos mortais de Cleópatra, segundo acreditam os arqueólogos. A tumba da rainha egípcia nunca foi encontrada, mas arqueólogos estão descobrindo mais evidências de que os sacerdotes de Cleópatra levaram seu corpo ao templo após seu suicídio, onde poderia estar junto com os restos mortais de seu amante Marco Antônio.
- Essa pode ser a descoberta mais importante do século XXI - disse neste domingo a jornalistas Zahi Hawass, chefe de arqueologia do Egito, em uma visita ao templo. - Esse é o local perfeito para ocultá-los - sustentou.
Arqueólogos do Egito e da República Dominicana planejam escavar o local em busca da tumba de Cleopátra ainda este ano. Pesquisadores descobriram através de um radar que poderia haver três câmaras a uma profundidade de 20 metros sob a rocha. Os historiadores acreditam, baseados no escritor romano Plutarco, que Marco Antônio e Cleópatra foram enterrados juntos.
Kathleen Martínez, uma acadêmica da República Dominicana pioneira na teoria de que Cleópatra poderia estar enterrada no templo, acredita que uma das câmaras poderia conter os restos do famoso casal.
Se Kathleen Martínez, de 40 anos, e sua equipe, que vem trabalhando no local há três anos, encontrarem corpos debaixo da rocha, buscarão objetos ou placas com o nome de Cleópatra ou uma coroa que indique a identidade de alguma das múmias. O corpo de Marco Antônio, segundo Kathleen, ainda poderia estar adornado com o uniforme romado de antigo general.
A escavação, no entanto, poderia ser proposta até o outono (primavera no Hemisfério Sul) por razões de segurança, já que o templo tem vista para uma casa de veraneio no Mediterrâneo do presidente egípcio, Hosni Mubarak.
Esta semana, os arqueólogos descobriram um cemitério próximo ao templo com algumas múmias, um indicativo do enterro de membros da realeza. Também foram encontrados o rosto de uma estátua em alabastro, que acreditam ser de Cleópatra, moedas de bronze com sua efígie e uma máscara, provavelmente de Marco Antônio.
Anteriormente, os arqueólogos não deram importância ao templo, construído por Ptolomeu II por volta do ano 300 antes de Cristo, dando enfoque a um cemitério em Alexandria, que ficou submerso no mar após um terremoto no século VII, disse Kathleen Martínez.
Fonte: www.oglobo.com
Diplomatas de países europeus abandonaram uma reunião antirracismo da ONU
Se o propósito era formar um Estado racista eu não sei, mas que foi um grande erro perante o povo palestino, disso eu tenho certeza e as atitudes do Estado Judeu, atuais, perante os palestinos fazem nos questionar a respeito de um suposto racismo.
Prof. Édney Silva Mesquita
Assista o vídeo: http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/04/090420_onu_walkout_video.shtml
segunda-feira, 20 de abril de 2009
GASOLINA - vamos deixar ir a + de R$ 3,00 o litro?
GASOLINA, como
poderemos baixar os preços?
NÃO DEIXE DE
LER...
(Vc se lembra
do Criança Esperança??? A UNICEF e a Rede Globo abriram as pernas..... Foi a
força da Internet, então continue a ler)
Não deixe de
participar, mesmo que vc HOJE não precise abastecer seu carro com gasolina!!
Realmente, se
trabalharmos juntos poderemos fazer alguma coisa. Ou vamos esperar a gasolina
chegar aos R$ 3,00 o litro??? Mas, se você quiser que os preços da gasolina
baixem, será preciso promover alguma ação lícita, inteligente e unido a mais
gente!!!
Existia uma
campanha que não faz MUITO MAIS SENTIDO. A campanha: 'Não compre gasolina em um
certo dia do mês ou da semana ' que foi popular em abril ou maio passado.
Na América do
Norte as Companhias de petróleo se mataram de rir porque sabiam que os
consumidores não continuariam 'prejudicando a si mesmos', ao se recusarem a
comprar gasolina. Era mais uma inconveniência ao próprio consumidor, que um
problema para eles.
MAS houve um
brasileiro, muito criativo, que pensou nesta idéia relatada abaixo e propôs um
plano que realmente funciona.
Nós precisamos
de uma ação enérgica e agressiva para ensinar às produtoras de petróleo e
derivados que são os COMPRADORES que, por serem maioria, controlam o mercado, e
não os VENDEDORES.
Com o preço da
gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar
rapidamente em ação!!
O único modo de
chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz, na parte
mais sensível do corpo humano: o Bolso. Será não comprando a gasolina deles!!!
Considerando que
todos nós dependemos de nossos carros, não podemos deixar de comprar gasolina.
Mas nós podemos promover um impacto nos preços do combustível, se todos juntos
agirmos para FORÇAR UMA GUERRA DE PREÇOS ENTRE ELES MESMOS.
É assim que o
mercado age!!!
Aqui está a
idéia:
Para o próximo trimestre, não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR). Se ela tiver paralisada a venda da sua gasolina, estará inclinada, por via de única opção que terá, por conseqüência, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o mercado. Se ela fizer isso, as outras companhias terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente.
Isso é absolutamente certo e já vimos isso acontecer!
Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da Petrobrás. É
realmente simples de se fazer!! É só escolher qualquer outro posto ao invés de um BR.
Mas não vá recuar agora...
Leia mais e veja como é simples alcançar milhões de pessoas!!
Essa mensagem
foi enviada a aproximadamente trinta pessoas. Se cada um de
nós enviarmos a mesma mensagem para, pelo menos, dez pessoas, a mais
(30 x 10 = 300), e cada um enviar para pelo menos a mais dez pessoas, (300 x 10 = 3.000), e assim por diante, até que a mensagem alcance mais de TRÊS MILHÕES de
consumidores!
Se esses três Milhões se entusiasmarem e passarem isto para 10 pessoas cada um, então terão sido contatados 30 milhões de pessoas. Novamente: tudo que você tem a fazer é
enviar esta mensagem a 10 pessoas, e parar de comprar gasolina nestes postos BR.
Isso é tudo!
Quanto tempo
levaria a campanha?
Se cada um de nós repassarmos este e-mail para mais 10 pessoas dentro de um dia, ao recebê-la, todas as presumíveis 30 MILHÕES de pessoas, poderiam ser contatados concebivelmente dentro dos próximos 8 dias!! Imaginável que, no primeiro
momento, você não pensou que todos juntos teríamos tanto potencial para
pressionar, não é mesmo?
Agindo juntos
poderemos fazer a diferença. Se isto fizer sentido para você, por favor, repasse
esta mensagem, mesmo ficando inerte.
PARTICIPE DESTA CAMPANHA DE
CIDADANIA PRÁTICA, ATÉ QUE ELES BAIXEM SEUS PREÇOS E OS MANTENHAM EM PATAMARES RAZOÁVEIS! ISTO REALMENTE FUNCIONA.
VOCÊ SABE QUE ELES AMAM OS LUCROS SEM SE PREOCUPAREM COM MAIS NADA! O BRASIL CONTA COM VOCÊ!!!
Nós contamos com você!!! Vamos, todos juntos!! Se você enviar para 10 pessoas e 5 fizerem sua parte já atingiremos grandes proporções e tem gente que enviará para muito mais
de 10 pessoas!
OBS.: POR FIM,
COMO SE EXPLICA QUE, EM NOSSO VIZINHO PARAGUAI, O PREÇO DA GASOLINA SEJAR$ 1,45
(UM REAL E QUARENTA E CINCO CENTAVOS) O LITRO, COM O DETALHE DE QUE LÁ NÃO HÁ
POÇOS DE PETRÓLEO???
Jornal espanhol faz críticas ao projeto de murar favelas da Zona Sul do Rio
RIO - A edição desta segunda-feira do jornal espanhol "El País" trouxe uma reportagem sobre a proposta do governo do Rio de instalar muros no entorno das favelas da cidade para conter a expansão rumo a áreas de vegetação. A reportagem "O muro da miséria que divide o Rio" faz críticas à proposta polêmica, lembrando que a previsão é que apenas favelas da Zona Sul da cidade sejam muradas.
"Nada é falado sobre medidas similares para as zonas Norte e Oeste da cidade, muito mais pobres e onde também existem favelas rodeadas por vegetação", afirma a reportagem do correspondente Francho Barón.
Ainda de acordo com a reportagem, entre 1999 e 2008, a área ocupada pelas favelas no Rio aumentou em 6,88%, sendo que na Zona Sul esse crescimento foi de apenas 1,18%, segundo informações do Instituto Pereira Passos. O Morro Dona Marta, em Botafogo, o primeiro a receber as construções , não registrou nenhuma expansão. Ao contrário, de acordo com informações do instituto da prefeitura do Rio, houve um diminuição em 1% do terreno ocupado pela favela, afirma o jornal.
"Não entendem que o tráfico, se quiser, vai explodir esse muro ou então abrirá buracos para que as vias de escape continuem existindo", teria afirmado um líder comunitário de uma das favelas afetadas pelo projeto do governo ao jornal espanhol.
A medida anunciada pelo governo tem criado polêmica, e foi criticada até pelo escritor português José Saramago, que, em seu blog, comparou os muros do Rio aos de Berlim e Palestina . Na semana passada, um levantamento do Instituto Datafolha mostrou que a população do Rio está dividida em relação à construção de muros para cercar as favelas da cidade . Segundo a pesquisa, 47% dos cariocas são a favor dos muros, enquanto 44% são contra. Considerando-se a margem de erro de quatro pontos percentuais, o resultado é um empate técnico. O número de pessoas indiferentes ou que não souberam opinar foi de 9%.
A medida, no entanto, já é uma realidade concreta na cidade. Tanto o poder público quanto a iniciativa privada já ergueram barreiras para conter a expansão de comunidades irregulares no Rio . Há 25 anos, por exemplo, um grupo de moradores do Alto Gávea patrocinou a construção de um muro de 500 metros de extensão, que até hoje impede a Rocinha de cercar completamente o Morro Dois Irmãos. Também na década de 80, o então prefeito Marcello Alencar inaugurou um muro no Morro da Chacrinha do Mato Alto, em Jacarepaguá. A barreira ainda serve de limite para a comunidade, que aprova a medida como forma de preservar o meio ambiente e levar mais segurança para os moradores das favelas.
Leia mais:
Remoção de favelas tem o apoio dos leitores do Globo na internet.Fonte: www.oglobo.com
sábado, 18 de abril de 2009
Um video de Estela Renner
Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que umn adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Direção Estela Renner
Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40
escolha a melhor forma de visualizar noseu computador
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O MUNDO AO SEU ALCANCE
| 16.04.2009 | ![]() |
As editorias internacionais da mídia hegemônica estão fazendo um verdadeiro carnaval manipulativo em relação ao lançamento de um satélite de comunicação da Coréia do Norte, um país que até bem pouco tempo era considerado falido e com o povo passando fome. Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos estão com suas baterias voltadas contra Pyongiang em função do perigo que representou o lançamento de um míssil para colocar o satélite em órbita.
Na verdade, desde que em 1994 lançou o seu primeiro satélite, a Coréia do Norte nunca escondeu a pretensão de oportunamente lançar um segundo, o que aconteceu neste último fim de semana, para desespero do Ocidente. No afã de condenar o regime norte-coreano, a mídia Ocidental praticamente ignorou um fato importante, ou seja, que o atrasado país que faz fronteira com a China e teoricamente continua em guerra com os Estados Unidos e Coréia do Sul desenvolveu uma moderna rede de telecomunicações, inclusive de telefonia móvel e com tecnologia própria.
E é por aí que se pode entender o motivo pelo qual Pyongiang decidiu lançar o novo satélite, que em verdade não ameaça país algum, apenas ousa desafiar as transnacionais detentoras da tecnologia da área de comunicações. Afinal, pode-se imaginar a contrariedade desse poderoso setor ao ver um paiseco como a Coréia do Norte desenvolver tecnologia própria, que eventualmente poderá ser exportada para outros países que assim o desejarem?
É importante se conhecer tais detalhes, para assim estar em melhores condições de analisar a histeria midiática contra a Coréia do Norte, um paiseco que há anos tenta não depender da tecnologia de potências estrangeiras.
O povo japonês, sul-coreano e estadunidense pode ficar despreocupado, pois o satélite de comunicação não afetará em nada as suas respectivas seguranças. Tampouco, em princípio, o tal míssil, que tem um raio de ação que pode chegar ao Alasca, não representa perigo, pois não tem fim bélico, até porque os norte-coreanos não ignoram que o poder militar dos países mencionados é avassalador. A recíproca é verdadeira, ou seja, em caso de ofensiva militar dos três países mencionados contra a Coréia do Norte, Pyongiang teria condições de alguma forma se defender com seus mísseis de longo alcance.
Em suma: de agora em diante o carnaval da mídia hegemônica vai se intensificar, inclusive com a convocação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para examinar o lançamento do satélite norte-coreano. Resta saber se os analistas de sempre lembrarão que não há nenhuma proibição de os países lançarem satélites para fins não militares.
Então, qual o motivo real da gritaria? Uma conjugação de fatores, inclusive a batalha pela hegemonia daquela região asiática, pode explicar a reinvestida contra a Coréia do Norte.
Fonte:www.fazendomedia.com
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Socialismo fracassou, capitalismo quebrou: o que vem a seguir?
Eric Hobsbawm - The Guardian
Data: 15/04/2009Conhecemos duas tentativas práticas de realizar ambos sistemas em sua forma pura: por um lado, as economias de planificação estatal, centralizadas, de tipo soviético; por outro, a economia capitalista de livre mercado isenta de qualquer restrição e controle. As primeiras vieram abaixo na década de 1980, e com elas os sistemas políticos comunistas europeus; a segunda está se decompondo diante de nossos olhos na maior crise do capitalismo global desde a década de 1930. Em alguns aspectos, é uma crise de maior envergadura do que aquela, na medida em que a globalização da economia não estava então tão desenvolvida como hoje e a economia planificada da União Soviética não foi afetada. Não conhecemos a gravidade e a duração da atual crise, mas sem dúvida ela vai marcar o final do tipo de capitalismo de livre mercado iniciado com Margareth Thatcher e Ronald Reagan.
A impotência, por conseguinte, ameaça tanto os que acreditam em um capitalismo de mercado, puro e desestatizado, uma espécie de anarquismo burguês, quanto os que crêem em um socialismo planificado e descontaminado da busca por lucros. Ambos estão quebrados. O futuro, como o presente e o passado, pertence às economias mistas nas quais o público e o privado estejam mutuamente vinculados de uma ou outra maneira. Mas como? Este é o problema que está colocado diante de nós hoje, em particular para a gente de esquerda.
Ninguém pensa seriamente em regressar aos sistemas socialistas de tipo soviético, não só por suas deficiências políticas, mas também pela crescente indolência e ineficiência de suas economias, ainda que isso não deva nos levar a subestimar seus impressionantes êxitos sociais e educacionais. Por outro lado, até a implosão do mercado livre global no ano passado, inclusive os partidos social-democratas e moderados de esquerda dos países do capitalismo do Norte e da Australásia estavam comprometidos mais e mais com o êxito do capitalismo de livre mercado.
Efetivamente, desde o momento da queda da URSS até hoje não recordo nenhum partido ou líder que denunciasse o capitalismo como algo inaceitável. E nenhum esteve tão ligado a sua sorte como o New Labour, o novo trabalhismo britânico. Em suas políticas econômicas, tanto Tony Blair como Gordon Brown (este até outubro de 2008) podiam ser qualificados sem nenhum exagero como Thatchers com calças. O mesmo se aplica ao Partido Democrata, nos Estados Unidos.
A idéia básica do novo trabalhismo, desde 1950, era que o socialismo era desnecessário e que se podia confiar no sistema capitalista para fazer florescer e gerar mais riqueza do que em qualquer outro sistema. Tudo o que os socialistas tinham que fazer era garantir uma distribuição eqüitativa. Mas, desde 1970, o acelerado crescimento da globalização dificultou e atingiu fatalmente a base tradicional do Partido Trabalhista britânico e, em realidade, as políticas de ajudas e apoios de qualquer partido social democrata. Muitas pessoas, na década de 1980, consideraram que se o barco do trabalhismo não queria ir a pique, o que era uma possibilidade real, tinha que ser objeto de uma atualização.
Mas não foi. Sob o impacto do que considerou a revitalização econômica thatcherista, o New Labour, a partir de 1997, engoliu inteira a ideologia, ou melhor, a teologia, do fundamentalismo do mercado livre global. O Reino Unido desregulamentou seus mercados, vendeu suas indústrias a quem pagou mais, deixou de fabricar produtos para a exportação (ao contrário do que fizeram Alemanha, França e Suíça) e apostou todo seu dinheiro em sua conversão a centro mundial dos serviços financeiros, tornando-se também um paraíso de bilionários lavadores de dinheiro. Assim, o impacto atual da crise mundial sobre a libra e a economia britânica será provavelmente o mais catastrófico de todas as economias ocidentais e o com a recuperação mais difícil também.
É possível afirmar que tudo isso já são águas passadas. Que somos livres para regressar à economia mista e que a velha caixa de ferramentas trabalhista está aí a nossa disposição – inclusive a nacionalização -, de modo que tudo o que precisamos fazer é utilizar de novo essas ferramentas que o New Labour nunca deixou de usar. No entanto, essa idéia sugere que sabemos o que fazer com as ferramentas. Mas não é assim.
Por um lado, não sabemos como superar a crise atual. Não há ninguém, nem os governos, nem os bancos centrais, nem as instituições financeiras mundiais que saiba o que fazer: todos estão como um cego que tenta sair do labirinto tateando as paredes com todo tipo de bastões na esperança de encontrar o caminho da saída.
Por outro lado, subestimamos o persistente grau de dependência dos governos e dos responsáveis pelas políticas às receitas do livre mercado, que tanto prazer lhes proporcionaram durante décadas. Por acaso se livraram do pressuposto básico de que a empresa privada voltada ao lucro é sempre o melhor e mais eficaz meio de fazer as coisas? Ou de que a organização e a contabilidade empresariais deveriam ser os modelos inclusive da função pública, da educação e da pesquisa? Ou de que o crescente abismo entre os bilionários e o resto da população não é tão importante, uma vez que todos os demais – exceto uma minoria de pobres – estejam um pouquinho melhor? Ou de que o que um país necessita, em qualquer caso, é um máximo de crescimento econômico e de competitividade comercial? Não creio que tenham superado tudo isso.
No entanto, uma política progressista requer algo mais que uma ruptura um pouco maior com os pressupostos econômicos e morais dos últimos 30 anos. Requer um regresso à convicção de que o crescimento econômico e a abundância que comporta são um meio, não um fim. Os fins são os efeitos que têm sobre as vidas, as possibilidades vitais e as expectativas das pessoas.
Tomemos o caso de Londres. É evidente que importa a todos nós que a economia de Londres floresça. Mas a prova de fogo da enorme riqueza gerada em algumas partes da capital não é que tenha contribuído com 20 ou 30% do PIB britânico, mas sim como afetou a vida de milhões de pessoas que ali vivem e trabalham. A que tipo de vida têm direito? Podem se permitir a viver ali? Se não podem, não é nenhuma compensação que Londres seja um paraíso dos muito ricos. Podem conseguir empregos remunerados decentemente ou qualquer tipo de emprego? Se não podem, de que serve jactar-se de ter restaurantes de três estrelas Michelin, com alguns chefs convertidos eles mesmos em estrelas. Podem levar seus filhos à escola? A falta de escolas adequadas não é compensada pelo fato de que as universidades de Londres podem montar uma equipe de futebol com seus professores ganhadores de prêmios Nobel.
A prova de uma política progressista não é privada, mas sim pública. Não importa só o aumento do lucro e do consumo dos particulares, mas sim a ampliação das oportunidades e, como diz Amartya Sen, das capacidades de todos por meio da ação coletiva. Mas isso significa – ou deveria significar – iniciativa pública não baseada na busca de lucro, sequer para redistribuir a acumulação privada. Decisões públicas dirigidas a conseguir melhorias sociais coletivas com as quais todos sairiam ganhando. Esta é a base de uma política progressista, não a maximização do crescimento econômico e da riqueza pessoal.
Em nenhum âmbito isso será mais importante do que na luta contra o maior problema com que nos enfrentamos neste século: a crise do meio ambiente. Seja qual for o logotipo ideológico que adotemos, significará um deslocamento de grande alcance, do livre mercado para a ação pública, uma mudança maior do que a proposta pelo governo britânico. E, levando em conta a gravidade da crise econômica, deveria ser um deslocamento rápido. O tempo não está do nosso lado.
Artigo publicado originalmente no jornal The Guardian
Tradução do inglês para o espanhol: S. Segui, integrante dos coletivos Tlaxcala, Rebelión e Cubadebate.
Tradução do espanhol para o português: Katarina Peixoto
terça-feira, 14 de abril de 2009
Alerta
BBC Brasil
O presidente de Ruanda, Paul Kagame, deve liderar uma cerimônia nesta terça-feira (07) em Nyanza, ao sul da capital, Kigali, para lembrar os 15 anos do genocídio que matou cerca de 800 mil pessoas no país. O local tem grande valor simbólico. Na colina de Nyanza milhares de pessoas foram massacradas no dia 11 de abril de 1994, depois que um contingente belga das Nações Unidas (ONU) que as protegia bateu
A ocasião será uma lembrança do fracasso da comunidade internacional de agir para impedir a matança e uma advertência para que líderes mundiais não ignorem o genocídio.
À noite, será realizada uma vigília que incluirá a leitura de mensagens de solidariedade enviadas de vários países.
Ruanda deu vários passos para buscar uma reconciliação entre as comunidades tutsi e hutu e alguns dos incitadores da violência foram julgados em um tribunal na Tanzânia. Entre eles, está o ex-coronel do Exército ruandês Theoneste Bagosora, que foi condenado no ano passado à prisão perpétua por instigar o genocídio, por chefiar um comitê de extremistas hutus que planejou o massacre.
A promotoria afirmou que ele teve um papel importante no planejamento do extermínio e estabeleceu a milícia Interahamwe, gangues de extremistas hutus que executaram boa parte das mortes.
Mas muitos suspeitos continuam foragidos, segundo Allen. E, embora a nova geração tenha liderado esforços para a reconciliação, muitas pessoas mais velhas estão tendo dificuldade em perdoar os perpetradores do genocídio.
Assassinato do presidente
A matança no país, que fica no coração da África, começou pouco depois que o avião do presidente ruandês, Juvenal Habyarimana, foi derrubado, no dia 6 de abril de 1994. Durante cem dias, uma milícia de origem étnica hutu massacrou pessoas de origem étnica tutsi e hutus moderados.
O genocídio terminou quando rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa (RPF, em inglês) liderados por tutsis, sob o comando de Kagame, hoje presidente, assumiu o controle do país.
O genocídio teve grande impacto na região. Dois milhões de hutus fugiram para o Zaire, hoje República Democrática do Congo, quando a RPF chegou ao poder - entre eles havia, muitos integrantes da milícia Interahamwe, intensificando a tensão entre os dois países.
Os ugandenses, por sua vez, tiveram corpos de vítimas do massacre chegando à sua porta. Cerca de 11 mil cadáveres foram encontrados no Lago Vitória, e enterrados por moradores locais.
Como parte das iniciativas para lembrar os 15 anos do genocídio, estes despojos devem ser transferidos para três covas permanentes em Uganda.
"Nós decidimos dar um enterro decente para estas vítimas do genocídio", disse Ignatius Kamali, embaixador ruandês em Uganda.
"Nós queremos que isto seja feito em cem dias, a contar de hoje."
Fonte: http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESCV/
Um excelente projeto
É o projeto de lei de número 480.
Ele obriga os políticos (vereadores, deputados estaduais e federais, prefeitos, governadores, presidentes) a matricularem seus filhos em escolas públicas.
No entender do senador, somente assim os políticos vão se preocupar com a qualidade do ensino público.
Sugestão do blog
Além das escolas públicas, que os políticos também sejam obrigados a utilizar apenas os hospitais públicos.
Os leitores podem fazer sugestões.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Anatel persegue rádios comunitárias
Na semana passada, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destruiu, em São Paulo, oito toneladas de equipamentos apreendidos de radiodifusores comunitários. A operação foi feita com máquinas cedidas pela prefeitura paulistana e foi acompanhada pelo prefeito demo Gilberto Kassab. O ato de vandalismo teve forte repercussão na mídia hegemônica, que sempre tratou as rádios comunitárias como “piratas” e considerou mais esta destruição como um “ato simbólico”.
Como registrou o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), “a destruição de equipamentos de rádios comunitárias constitui um ato de ignorância e prepotência, representa uma atitude deliberada contra a democratização da comunicação e deixa às claras os temores de setores empresarias frente à Conferência Nacional de Comunicação”. O desproporcional alarde da mídia e a presença do prefeito demo confirmam a intolerância das elites diante das iniciativas de abnegados radiodifusores populares, que lutam para garantir voz as suas comunidades.
Serviçal dos barões da mídia
Ao patrocinar este ato grotesco de vandalismo, a Anatel mais uma vez explicitou que defende os interesses dos “barões da mídia”. Na constituição dessa agência reguladora ficou definido que ela também deveria trabalhar pelo fomento das rádios comunitárias, dada a sua importância para as comunidades. No entanto, até hoje a Anatel só perseguiu os radiodifusores populares e destruiu os seus equipamentos, comprados com enorme esforço dos comunicadores sociais. A legalização das rádios comunitárias esbarra sempre na enorme burocracia e no desinteresse da agência.
Como afirma a nota da FNDC, “a Anatel atua de modo contrário à democracia. Ao destruir os equipamentos, ela pratica um ato de vandalismo, investindo contra um patrimônio coletivo e de inestimável valor social para as comunidades. Ao destruí-los, a Anatel age de modo prepotente, pois lhe caberia a guarda do material e as providências para a sua preservação e reutilização, considerando que está em curso o aperfeiçoamento da legislação vigente e a regularização de milhares de emissoras comunitárias, cujos processos aguardam despachos do governo federal”.
“A destruição de equipamentos também representa uma cabal demonstração de ignorância sobre o papel fundamental da comunicação para a consolidação da democracia, o fortalecimento da sua pluralidade e dos laços culturais da nação brasileira. A desabusada prática de vandalismo e prepotência perpetrada pela Anatel não se deve a qualquer eventual desvio de suas funções, mas sinaliza que aquela agência e os interesses dos grandes grupos de mídia nela abrigados movem-se contra a realização da Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro”.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Morre Fantomas, o Rei da Luta Livre

Não era nada mole liquidar Fantomas, um homem de pedra nos ringues, já alertava o locutor. Herói do telecatch -espetáculo de luta livre popularizado pela TV entre os anos 60 e 80 no país-, o mascarado justiceiro escondia sob a fantasia preta com detalhes brancos a identidade de Guerino Cicon, um marceneiro de Piracicaba (SP) de quase dois metros e mais de 100 kg.
E não adiantava recorrer a táticas torpes, como “chutar violentamente a região baixa” de Fantomas. Moicano e Cantinflas já tentaram isso numa luta e nada conseguiram.
De uma família de italianos, mudou-se para SP nos anos 60. Praticava natação e halterofilia, o que o ajudou a entrar no mundo das lutas, área em que foi muito feliz, diz a filha Idely, com a voz embargada.
Ela lembra que os shows costumavam fechar o Pacaembu, de tão cheio. Seu pai conheceu o país em turnês.
Nos combates, Guerino fingia ter uma das pernas endurecidas. Era uma tática. E ele já se machucou de verdade? A princípio, a filha diz que não. Depois lembra que o pai já quebrou o dente, a clavícula, um dedo, entre outros.
Depois que as lutas acabaram, trabalhou como segurança, até se aposentar. Há cerca de um ano, vivendo na Cohab, passou a sofrer com problemas circulatórios e de diabetes. Estava internado há cinco meses e teve um dedo, e depois a perna, amputados.
“Quero colocar uma faixa em frente ao hospital Tatuapé para agradecer ao tratamento que tivemos”, diz a filha.
Guerino morreu sábado, 28, aos 75 anos. Deixa duas filhas, quatro netos e três bisnetos. A missa de sétimo dia foi ontem, em São Paulo.
- Fantomas contra Moicano e Cantinflas, memorável.
Para assistir vídeo de Fantomas lutando: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/
O mal que o Big Brother faz
*Celso Lungaretti
No Observatório da Imprensa, um leitor, dizendo-se funcionário público de Brasília, questionou o que lhe pareceu contraditório: minha afirmação de que nada havia de errado na escolha de Delfim Netto como alvo de sequestro em 1969 e a crítica que fiz à Folha de S. Paulo por trombetear tal episódio.
A resposta que redigi para o OI me permitiu abordar um outro ângulo da questão: o imenso desconhecimento do que foi a ditadura brasileira e a dificuldade para transmitir tais informações ao grande público, já que a indústria cultural não colabora (muito pelo contrário!).
Então, só um público mais seletivo tem uma idéia aproximada da realidade do período. A maioria dos cidadãos fica à mercê da propaganda enganosa da extrema-direita.
Daí eu ter advertido desde o primeiro momento: ruim mesmo seria a utilização panfletária da reportagem da Folha por parte dos sites e correntes de e-mails fascistas.
Quanto aos próprios leitores do matutino, boa parte deles é capaz de perceber as manipulações grosseiras da repórter e chegar a uma conclusão diametralmente oposta àquela que a Folha tentou plantar em sua cabeça.
Quando se fala que os resistentes assaltavam bancos e sequestravam diplomatas, o cidadão comum forma um juízo a partir das circunstâncias atuais. Ele não sabe que isto se passou sob um regime totalitário, nem a indústria cultural cumpre seu dever de inteirá-lo disto (pelo contrário, deturpa a verdade histórica, vendendo gato por lebre, ou seja, ditadura como ditabranda...).
Também ignora o que seja um movimento de resistência à tirania, como o que protagonizamos no Brasil e os que existiram em países submetidos ao nazi-fascismo.
ALIENAÇÃO E INFANTILIZAÇÃO - Já não existem tantas pessoas vivas que eram adultas nos anos de chumbo; e, menos ainda, que tivessem conhecimento do que acontecia mas não era noticiado por força da censura e das intimidações de todo tipo que a imprensa sofria (desde a prisão de jornalistas até os atentados que os terroristas do CCC cometiam, com a conivência do regime).
Além disto, há a tendência que os idosos têm de colorir as lembranças do passado, apenas porque eram ativos e vigorosos então; e, com avaliações distorcidas pelo saudosismo, eles informam muito mal as novas gerações.
Finalmente, não devemos esquecer que o cidadão comum brasileiro tem muita tolerância ao totalitarismo - tanto que consentiu em viver sob ditadura por mais de um terço do século passado. Há brasileiros que verdadeiramente apreciavam ser reduzidos à infantilização por um regime de força, assim como é frequente encontrarmos velhos italianos elogiando os tempos em que viviam debaixo das botas de Mussolini e "os trens chegavam sempre no horário"...
Devido a todos esses fatores, a pregação demagógica, simplista e falaciosa da extrema-direita é mais facilmente aceita pelos leigos do que a verdade dos historiadores e das pessoas familiarizadas com a jurisprudência internacional e os valores civilizados.
Então, o desserviço prestado pela Folha, magnificando um episódio sem nenhuma relevância jornalística, foi colar na imagem de Dilma Rousseff vários adjetivos que causam imenso mal se não forem compreendidos dentro do contexto dos anos de chumbo.
Quem sabe o que realmente acontecia, tende a concluir que Delfim Netto merecia mesmo ser sequestrado e trocado pelas vítimas de sua canetada infame ao assinar o AI-5, autorizando e coonestando todas as atrocidades cometidas pela repressão ditatorial.
Mas, para quem não tem o quadro real na cabeça, parecerá que Dilma era uma contraventora. E foi exatamente esta a intenção do jornal, imputando-lhe responsabilidade num projeto que, ao que tudo indica, estava sendo desenvolvido apenas pelo Antonio Roberto Espinosa e só seria submetido ao comando Nacional da VAR-Palmares mais tarde; e que, além disto, não saiu da prancheta.
Enfim, a matéria da Folha não passou de uma forçação de barra, para reforçar os preconceitos dos desinformados e influir na sucessão presidencial.
MÁ FÉ x INGENUIDADE - Por último, Antonio Roberto Espinosa nos deve a informação mais relevante de todas: o que foi, exatamente, que a repórter da Folha lhe disse, ao procurá-lo para a entrevista? Como o convenceu a falar três horas ao telefone e a dar informações complementares em telefonemas e e-mails, além de autorizá-la por escrito a acessar os arquivos do Superior Tribunal Militar a ele referentes?
Nos seus desmentidos indignados, Espinosa repisa o que já ficou evidenciado para qualquer leitor minimamente perspicaz: ajudou a repórter da Folha a reconstituir esse insignificante episódio histórico (um não-fato, como fui o primeiro a constatar), sem perceber que poderia ser super-dimensionado e deturpado para servir como arma contra Dilma Rousseff.
"Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica", diz Espinosa. Deveria esclarecer, também, qual foi a pauta que a repórter lhe disse estar desenvolvendo. Há duas hipóteses:
1. Ela já conhecia o plano de sequestro e procurou Espinosa para tratar exatamente deste assunto (tudo leva a crer que não);
2. Ela procurou Espinosa a pretexto de falar sobre sua militância e, no meio da conversa, ficou sabendo do sequestro e interessou-se pelo mesmo (a mais plausível, tanto que ele afirma ter-lhe dado autorização para investigar no STM os fatos relativos à sua participação na luta armada, "não da ministra Dilma Rousseff").
Em termos de ética jornalística, será muito grave se ficar confirmada a avaliação a que cheguei, a partir das manifestações de ambas as partes: a de que a repórter procurou Espinosa alegando que queria escrever sobre ele, mas estava, isto sim, interessada no que poderia vir à tona sobre Dilma Rousseff.
Como não admito e repudio veementemente que sejam utilizados na minha profissão artifícios típicos de interrogatórios policiais, gostaria muito que Espinosa esclarecesse este detalhe.
* Jornalista, escritor e ex-preso político.

