quinta-feira, 31 de julho de 2008

Tortura é coisa nossa Debate na Biblioteca Nacional discute a trajetória do agente americano Dan Mitrione

Adriano Belisário

Muitos acreditam que a tortura é algo restrito aos capítulos do regime militar nos livros de história brasileira. Ao abordar a trajetória de Dan Mitrione, consultor de segurança americano enviado ao Brasil para treinamento de policiais, o debate 'Biblioteca Fazendo História' deste mês mostrou que a prática é velha no país e continua presente ainda nos dias de hoje.

Realizado em 23 de julho, o debate contou com a presença de Rodrigo Patto Sá Motta, professor da UFMG e autor de artigo na edição de julho da Revista de História da Biblioteca Nacional, Samantha Viz, professora de história da UFF e Jane Quintanilha, representante do grupo Tortura Nunca Mais.

Rodrigo Sá apresentou sua pesquisa sobre Mitrione, que trabalhou para o governo norte-americano durante anos como um observador nada passivo das políticas de segurança pública dos países da América do Sul. O agente chegou ao Brasil na década de 60 e trabalhou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro ensinando técnicas que seriam utilizadas para conter os movimentos contestadores, afastando a "ameaça comunista" do continente.

Segundo o pesquisador, há relatos orais que afirmam que Dan treinou o primeiro grupo de policiais para atuação em favelas cariocas.

As atividades de Mitrione eram amplamente divulgadas pela imprensa local. Adepto de intervenções discretas e pontuais, o americano assustava-se com o estardalhaço causado pelas operações da polícia brasileira. Suas contribuições, no entanto, não se restringiram aos cursos onde ensinava técnicas de interrogatório. Ele também foi o responsável pela melhoria na infra-estrutura dos órgãos de segurança brasileiro, trazendo, por exemplo, equipamentos utilizados que seriam utilizados mais tarde na tortura de prisioneiros.

Mesmo reconhecendo a intervenção norte-americana, Samantha destaca que os EUA não são os responsáveis pela introdução da tortura no Brasil. Segundo ela, a prática remonta às epocas coloniais, quando era utilizada contra os escravos. Além disso, há ainda a influência de países como a França, que, graças ao conhecimento adquirido na Guerra da Argélia, foi pioneira no treinamento em tortura na América.

Samantha afirma ainda que a tortura é aceita pelo povo nos dias de hoje, assim como era durante a ditadura. "Precisamos reconhecer nosso papel nisso. A tortura ainda existe, escondida nos 'excessos' dos policiais. Acontece que, hoje, as vítimas são outras, talvez menos simpáticas aos olhos do público do que os presos políticos", analisa a professora da UFF.

Na sua fala, Jane Quintanilha lembrou a importância de abrir os arquivos da ditadura para que se reconheça publicamente os culpados pela tortura durante o governo militar. A opinião é ratificada por Samantha, que completa: "A comunidade acadêmica do Rio de Janeiro não é mobilizada em torno da mudança de leis estaduais que regulam o acesso à documentação existente sobre o tema".

Saiba mais:

Professor de repressão - Assassinado por guerrilheiros uruguaios em 1970, o americano Dan Mitrione já tinha treinado policiais em Belo Horizonte, onde virou até nome de rua. Artigo de Rodrigo Patto Sá Motta. Leia o texto completo na edição de julho nas bancas ou em breve neste site.

Fonte: www.cartacapital.com.br


terça-feira, 29 de julho de 2008

MEU REINO POR UM CANUDO

Por Marcos Fabrício Lopes da Silva (*) - contato@fazendomedia.com

O sociólogo Gilberto Freyre, autor do clássico Casa-grande & senzala, nos deixou várias lições a respeito das "normas" que regem o modus vivendi brasileiro. Muitos se lembram da sua famosa (e contestada) tese da democracia racial. Mas, analisando o conjunto da obra deste pensador, considero que há ensinamentos mais contundentes. Citaria, por exemplo, a importância que Freyre conferiu à publicidade, ao criar o termo "anunciologia" para estudá-la.

Segundo ele, o conteúdo expresso nos anúncios de jornais do século 19 demonstra as estratégias simbólicas de manutenção da ordem escravocrata, sustentada pelo direito de propriedade. Em suas investigações, Freyre elevou a publicidade à categoria de documento histórico, mostrando que ela não fica nada a dever, enquanto testemunha de uma época, às fontes tradicionais de pesquisa, como livros, manuscritos e registros cartoriais.

Essa perspectiva de Freyre deve ser levada em consideração também nos dias de hoje, considerando os altos investimentos realizados pelas organizações em publicidade. Tudo em nome da visibilidade e do lucro. Para alcançar esses dois objetivos, nada melhor do que uma técnica de venda em escala de massa, baseada em artifícios de persuasão e estratégias de convencimento, que visa a conquistar a atenção do consumidor e a sua ação de compra. O anunciante, por meio da publicidade, oferece uma isca apetitosa, cheia de atrativos.

Essa "isca" é a marca, o produto, o serviço que, ao prometer saciar a fome do público-alvo, busca fisgá-lo mais pela emoção do que pela razão. A arte dessa "pescaria simbólica" consiste em seduzir o consumidor pelo encanto da melhor "isca", ou seja, aquela que, dentre as várias concorrentes, promete a saída mais fácil para a resolução do problema do cliente. Tudo em nome do seu bem-estar e conforto. Felicidade é a palavra de ordem.

Prática e teoria
Mas há um sorriso amarelo por trás do "sorriso colgate". E devemos escancará-lo para melhor diagnosticar o problema. Caminhando pelas ruas de Belo Horizonte, fui assaltado, em plena luz do dia, por um outdoor de instituição privada de ensino superior que estampava o seguinte slogan: "O mercado aprova os nossos alunos. Os alunos aprovam o nosso ensino". Logo perguntei: e o professor (sequer ele é mencionado no anúncio)? Qual é o papel do educador nesse jogo?

A meu ver, o professor deve atuar no papel de "estraga-prazeres" desse sistema, que transformou a educação em um produto, em um negócio, passando de direito universal garantido pelo Estado a prestação de serviço gerenciada pelos interesses particulares dos donos das capitanias educacionais.

Sistema este que transformou os alunos em clientes, o professor em "unidade de custo ambulante" e que faz do estudante uma extensão do mercado, e não o contrário. Sistema este que transformou os encontros pedagógicos em desencontros demagógicos e que inverteu um processo importante ao promover em demasia a carreira profissional em detrimento do papel fundamental do estudante: o de pensador. Sistema este que enaltece a prática e desmerece a teoria, sendo que a prática é a filha, ora obediente, ora rebelde, da teoria. A prática aponta para a realização. Mas para que exista a realização é preciso dar vazão à abstração que a gerou.

Cidadãos e consumidores
Nessas tenebrosas transações, o diploma deixou de ser a conseqüência de um processo singular de aprendizado. Passou a ser a causa de um investimento feito em busca de um retorno imediato, garantido e sem muito esforço, de preferência. De certificado de conhecimento, o diploma passou à categoria de comprovante de renda.

É muito perigoso e reducionista tratar o estudante como cliente. Reza a cartilha comercial que o cliente sempre tem razão. Acontece que na educação a conduta é outra: deve prevalecer o debate de idéias e de ações entre os agentes envolvidos no processo, não havendo, portanto, "o dono da verdade".

Nesse curto-circuito da educação como negócio, as aulas vêm se transformando em espetáculo, no qual o professor deve se comportar como um showman, isto é, o "boa-praça" que recebe seus alunos com piadas e tapinhas nas costas. Enquanto isso, a turma ri à beça, sem saber na verdade quem é o verdadeiro palhaço desse circo. Ou fingindo não saber. "Eu finjo que ensino, você finge que aprende", eis o pacto da mediocridade roubando a cena.

Nesse caso, o professor deixa de ser um provocador por excelência para atuar apenas como um "facilitador". O estudante, por seu turno, torna-se um receptor passivo da aprendizagem, em vez de ser co-responsável pelo conhecimento produzido e discutido em sala de aula. Nesse reino desencantado, vale mesmo tudo pelo tão cobiçado canudo. É o que oferta a instituição privada de ensino superior, anunciante daquele desastrado outdoor.

Marcado por uma faceta excessivamente operacional, que deixa a base humanista em segundo plano, esse estilo de fazer ensino superior forma uma tropa de elite de cidadãos imperfeitos e consumidores mais-que-perfeitos.

(*) Marcos Fabrício Lopes da Silva
é jornalista e professor.

Fonte: www.fazendomedia.com


segunda-feira, 28 de julho de 2008


A História dos Jogos Olímpicos

Você sabe o que significa os anéis coloridos da bandeira olímpica? Idealizada em 1913 e usada desde os jogos da Antuérpia em 1920, a bandeira branca com os cinco anéis entrelaçados representam os continentes (azul, Europa; amarelo, Ásia; preto, África; verde, Oceania; e vermelho, America) e as cinco cores que podem compor todas as bandeiras do mundo.

Fonte: www.cafecomhistoria.com.br

sábado, 26 de julho de 2008

Piadas racistas

Fausto Wolff

Berrava ao microfone o locutor argentino, acabado o segundo tempo entre a sua seleção e a do Uruguai: "Eis o resultado final entre o jogo de futebol Uruguai X Argentina: Uruguai, dois gols, ARGENTINA, DOIS GOLAÇOS".

Já eram 10 horas da noite. Fritz jogava pôquer com patrícios alemães na varanda da sua casa.

Tímida, entrou Helga, olhos no chão:

– Fritz, você vai me usar hoje?

Fritz pensou um pouco e disse:

– Non, Helga.

– Então só vou lavar os pés.

Dois americanos assistiam a um rodeio de índios no Texas. Maravilhado com o espetáculo, um diz para o outro:

– Estes são os verdadeiros americanos..

– Espera aí – respondeu o outro que era menos burrinho. – Americanos somos nós. Os índios são da Índia. Aliás nem sei como os deixaram entrar aqui. Só sabem tocar tambor, bater pé e fumar maconha.

O conde e a condessa fazem amor na lua-de-mel. Ela pergunta:

– É isso que os pobres chamam de fazer amor?

– É.

– Bom demais para eles.

MacBain tinha uma porquinha há muitos anos. Orgulhoso, passeava com ela todos os domingos, laço no pescoço e tudo, pela praça da cidadezinha escocesa. Mas tinha muitas dificuldades financeiras. Num domingo, MacBain passeou com sua porquinha pela praça. Mas o bichinho tinha uma muleta no lugar de uma das patas.

– Foi acidente, MacBain?

– Não – respondeu ele. – É que a situação está braba. Mas eu amo tanto a minha porquinha que decidi comê-la aos poucos.

Um pobre sujo, amarfanhado, surdo, mudo está pedindo esmolas na esquina da Quinta Avenida. com a Rua 48. Chove a cântaros e o desgraçado pensava: "Não tenho um tostão, sou preto, cego, cheiro mal e desconfio que sou judeu".

O espanhol voltara de Paris, onde se tornara um famoso costureiro. Depois de passar dois dias em sua vila, disse para a mãe.

– Mamá, me voy a Paris.

– Mas por quê?

Porque lá todos me chamam de François, le sensitiva. Aqui todos me chamam de Paco, el Puto.

O velho mercador judeu de 90 anos agonizava. Pouco antes do ultimo suspiro, perguntou aos amigos e parentes à sua volta:

– Estão todos aqui... Tua mulher e teus quatro filhos.

– Meu Deus, quem ficou tomando conta da loja?

Três semanas atrás, um turco foi ao seu confessor e informou:

– Preciso lhe dizer que no tempo da Segunda Guerra eu escondi um soldado inimigo no porão da minha casa. É um pecado muito grande.

– Não é pecado, é virtude.

– Mas eu cobrava aluguel dele.

– Disso Alá não gosta. Vai fazer um oração a mais todos os dias pelo tempo que explorou o pobre homem?

– Vai ser difícil mas vou tentar. A propósito: devo dizer ao soldado que a guerra já acabou?

Entra um alemão parrudo num pé sujo carioca e diz aos berros

– Aqui não tem homem pra mim.

Um russo se levanta e leva uma traulitada no capricho e cai no chão. Vem o americano parecido com o Stallone e na primeira porrada do alemão caiu que nem mulher na vida. Aparecem franceses, irlandeses, mongóis, japoneses – que formaram uma montanha de gente desmaiada. Uma verdadeira ONU de derrotados. Finalmente, vindo lá da frente do boteco, terno de linho branco, palito na boca, bigodinho manchado de chope, o nosso brasileiro. Vira-se para o alemão e pergunta:

– Quer dizer que aqui não tem homem pra você?

– Non está vendo? – e em seguida deu-lhe uma tal porrada que o brasileiro, que estava na Praça Mauá, acabou no Museu de Arte Moderna. (Esta piada é de autoria de meu saudoso amigo Sérgio Porto, que ainda explicava: "Isso é pra brasileiro perder essa mania de achar que é mais malandro que todo o mundo").

Fonte: www.jbonline.com.br

Sinopse: Um agente secreto do Mossad (Adam Sandler), agência de Israel, forja sua própria morte. A intenção é poder ressurgir sob nova identidade - Emmanuelle Chriqui - e com um novo trabalho: um famoso cabeleireiro em Nova York que atente a personalidades, como a cantora Mariah Carey.

Comentários: Trata-se de uma comédia que nas entrelinhas reforça a imagem de palestinos enquanto terroristas. Basta conhecer um pouco da história do conflito entre palestinos e judeus para tomar conhecimento que ataques terroristas ocorrem por ambas as partes.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ele representa a mesma política norte-americana habitual, exceto pela cor de sua pele.

Para professor, Obama representa mudança "simbólica"

FERNANDA BARBOSA
colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirma ser o presidenciável que promoverá mudanças em Washington e baseia sua campanha no slogan "Change we can believe in" ("Mudança na qual podemos acreditar", em tradução livre).

No entanto, para o professor Walter Benn Michaels, da Universidade de Illinois (Estado pelo qual Obama é senador), o democrata "representa a mesma política norte-americana habitual, exceto pela cor de sua pele."



Para Michaels, Obama fala da "mudança na qual podemos acreditar", mas não dá exemplos concretos do que ele mudaria. "Se ele quisesse uma mudança ideológica, não seria o nomeado".

Segundo o estudioso, Obama representa um avanço na luta contra o preconceito racial nos EUA e, por isso, pode promover a "mudança simbólica, com o sucesso em superar as diferenças entre raças", mas não uma mudança política.

Na opinião de Michaels, o ex-pré-candidato democrata, John Edwards seria o nomeado mais propenso a mudar as políticas atuais, mas os eleitores norte-americanos não o elegeriam.

"Edwards seria o melhor dos candidatos. Ele tem mais senso do que é qualidade pública e social nos EUA hoje. (...) Mas eu não acho, de nenhuma maneira, que o país esteja pronto para isso."

Leia o artigo de Michaels "Alguns democratas são mais iguais do que outros", em inglês.

Leia abaixo a entrevista dada pelo estudioso à Folha Online:

Folha Online - A questão racial influencia na campanha presidencial norte-americana de 2008 e na maneira que os eleitores votam?

Michaels - Sim. Eu acredito que isso tem uma grande influência na maneira em que as pessoas votam. A primeira questão óbvia é que os afro-americanos apóiam Obama. E eu acredito que isso ocorre porque os negros estão impressionados pelo simbolismo. Eleger um homem negro representa um tipo de vitória. Há também um grande número de eleitores brancos que estão menos propensos a votar em Obama porque suspeitam da idéia de eleger um negro para a Presidência dos EUA.




Folha Online - Obama indica uma mudança no preconceito existente na sociedade norte-americana?

Michaels - Certamente representa. A sociedade norte-americana nos últimos 20, 25 anos, vem combatendo o preconceito racial. E acredito que Obama compartilha esse momento com a sociedade. Definitivamente ainda há preconceito racial, assim como em todo o mundo, mas eu acredito que Obama representa o sucesso da sociedade americana em superar isso.

Folha Online - Na sua opinião, Obama tem chances de vencer eleições?

Michaels- Sim, claro. Eu digo que ele pode, mas não sei se ele irá vencer... Mas ele tem uma chance, está a frente nas pesquisas.

Folha Online - Esta corrida presidencial também contou com a presença de uma mulher com chances reais de obter a nomeação democrata. A campanha de Hillary Clinton também representa uma mudança de valores nos EUA?

Michaels- Representa uma mudança, mas não a mesma mudança. O preconceito racial existiu na vida social e política por centenas de anos. O sexismo não é a mesma coisa. Países europeus já elegeram mulheres para a cargos políticos e para a Presidência.

Não é o mesmo tipo de mudança simbólica. Um negro ser eleito presidente nos EUA tem um simbolismo mais forte neste momento do que a presença de uma mulher na Casa Branca.



Folha Online - Ainda falando de Hillary, ela é mulher do ex-presidente Bill Clinton. Existe algum fator, além de ser mulher, que represente alguma mudança da senadora em relação à política de Washington?

Michaels - Esse é um ponto importante, eu não acho que ela queira representar uma mudança. É uma mudança simbólica, inteiramente simbólica.

Ambos (Obama e Hillary) são basicamente democratas centristas e não representam nenhuma mudança além de um movimento para o centro da vida política americana.

Se o que você está procurando é algo mais de esquerda ou progressista, nenhum deles pode oferecer. E essa é minha visão pessoal. Obama representa uma mudança apenas simbólica e Hillary também. O que diz respeito à ideologia, em particular ao neoliberalismo, eles são apenas continuação do que já está acontecendo.

As escolha entre Obama e Hillary depende se o eleitor quer uma mulher neoliberal ou um afro-americano neoliberal. Até então parece que os americanos preferem um afro-americano neoliberal...

Folha Online - Quem seria o candidato mais indicado a fazer as mudanças tão faladas durante a campanha?

Michaels - Edwards seria o melhor dos candidatos. Ele tem muito mais senso do que é qualidade pública e social nos EUA hoje, oferecendo sistema universal de saúde e transferência de um milhão de pobres para residências de classe média. Mais senso do que os outros candidatos tiveram.



Folha Online - E por que ele não foi aceito?

Michaels - Isso é difícil de dizer, mas o fato é que é muito difícil para alguém que está realmente à esquerda ser eleito nos EUA. Há uma visão neoliberal muito forte no país. Eu acho que, quando a economia piora, as pessoas ficam mais alertas na qualidade da condução da economia e isso criaria uma possibilidade para pessoas que estão mais à esquerda terem mais sucesso. Mas eu não acho, de nenhuma maneira, que o país está pronto para isso. Os eleitores apostam no neoliberalismo de direita de (John) McCain ou de centro, com Obama.

Folha Online - Caso seja eleito, Obama promoverá as mudanças que diz que irá?

Michaels - Que mudanças ele diz que irá promover? Ele fala da "mudança na qual podemos acreditar", mas qual é a mudança? De ele quisesse uma mudança ideológica, ele não seria o nomeado.

Sobre a mudança de um homem negro governar o país sim, isso ele pode promover, a mudança simbólica, com o sucesso em superar as diferenças entre raças, mas não uma mudança ideológica. A questão não é se ele irá promover a mudança que ele está prometendo, mas que ele não prometeu nenhuma mudança concreta.

Ele representa a mesma política norte-americana habitual, exceto pela cor de sua pele.

Fonte: www.folha.com.br