quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os delírios da direita americana

Como conseguem ser tão impermeáveis à realidade?

19/8/2009, Johann Hari, The Independent, UK

Algo estranho aconteceu nos EUA nos nove meses decorridos desde que Barack Obama foi eleito, bem resumido pelo comediante Bill Maher: "Os Democratas deram um passo em direção à direita; os Republicanos deram vários em direção ao hospício".

A eleição de Obama – negro e com mensagem progressista – para suceder George W. Bush, detonou o âmago do modo como a direita norte-americana vê seu país. Aí, nesse âmago, eles vêem os EUA como nação de pele branca, de direita, modelada para sempre à moda de Sarah Palin.

Quando essa imagem foi repudiada por maioria maciça de norte-americanos, a direita simplesmente não computou. Não podia acontecer; logo, não aconteceu. Como o grito "Perfure, gatinha, perfure" [“Drill, baby, drill”, uma forma de incentivar Palin a buscar petróleo no Alasca] poderia ter sido derrotado por um mulato supostamente qualificado para a presidência? E, assim, um traço sempre presente na visão de mundo da direita norte-americana – negar a realidade e argumentar contra um fantasma demoníaco que a própria direita cria – inchou e cresceu. Hoje, a direita norte-americana só vê o que só ela vê.

Desde a posse de Obama, a direita nos EUA tem saltado freneticamente de uma fantasia para outra, como alguém que se debate nos tormentos de um colapso mental. Começou com a conversa de que Obama seria cripto-muçulmano e – ao mesmo tempo – de que seria também membro de uma igreja nacionalista negra que odeia brancos.

Quando essas idéias foram rejeitadas e Obama venceu as eleições, puseram-se a dizer que Obama teria nascido no Quênia e que teria sido contrabandeado (sic) para os EUA ainda bebê, e as autoridades do Havaí, cúmplices desse projeto, teriam falsificado a certidão de nascimento do bebê contrabandeado (sic). Nesses termos e pelas razões acima expostas, Obama ‘é’ inelegível, ‘não foi’ eleito e, pois, a presidência ‘tem de ser’ imediatamente entregue ao candidato Republicano, John McCain.

Não são fenômenos marginais: pesquisa da Research 200 descobriu que a maioria dos Republicanos e dos habitantes do Sul afirmam que Obama não nasceu nos EUA ou que não sabem com certeza onde nasceu. Vários senadores Republicanos têm repetido que Obama teria “perguntas a responder”. Não há comprovação, por mais incontestável – a certidão de nascimento, a foto de sua mãe grávida, no Havaí, a participação do nascimento no jornal do Havaí – que abale a convicção dos Republicanos.

Essa tendência alcançou o clímax no verão passado, com o Partido Republicano a clamar, em uníssono, que Obama deseja ver instalados "comitês da morte" para eutanásia dos velhos e portadores de deficiências. Sim, sim: Sarah Palin realmente declarou – sem piscar e sem corar –, que Barack Obama planeja assassinar o bebê dela.

É preciso admirar a audácia da direita. Vejam, pois, o que está realmente acontecendo.

Os EUA são o único grande país industrializado que não oferece assistência pública regular de saúde a toda a população. Não havendo assistência pública de saúde, os cidadãos têm de pagar por planos de seguro-saúde – e 50 milhões de pessoas, nos EUA, não têm meios para isso.

Resultado, 18 mil cidadãos norte-americanos morrem por ano, exclusivamente por não terem acesso ao atendimento médico de que necessitam. Equivale a seis 11 de setembro ao ano, todos os anos, ano após ano. E os Republicanos acusaram de “matadores” os Democratas que tentam deter esses milhares de mortes –, e já conseguiram pô-los na defensiva.

Os Republicanos defendem o sistema existente, dentre outros motivos porque recebem gigantescas somas de dinheiro das empresas médicas privadas que se beneficiam do sistema que gera muitas mortes e muitos lucros. Mas não podem defender diretamente o sistema mortal, porque 70% dos norte-americanos consideram “imoral” defender um sistema de assistência médica que não oferece cobertura a todos os cidadãos. Então, os Republicanos são obrigados a inventar mentiras que operem o prodígio de fazer soar como depravação qualquer plano para estender a cobertura médica.

Há alguns meses, como membro recém incorporada à diretoria de um conglomerado de empresas de saúde privada, Betsy McCaughey noticiou a inclusão de uma cláusula no projeto de lei sobre saúde pública, que pagaria as despesas dos mais velhos para fazerem uma visita ao médico e uma visita ao tabelião para fazer uma declaração de vontade. Poderiam assim declarar quando (se, é claro) desejam que o tratamento seja suspenso. Seria ato totalmente voluntário.

Muita gente deseja ter esse direito: eu mesmo não me interessaria por ser mantido vivo por alguns meses extra, em agonia e sem poder falar. Mas McCaughey lançou o boato de que aí estaria uma forma de eutanásia, pelo qual os velhos seriam forçados a concordar com a própria morte. Depois, a ‘cláusula’ passou a incluir também os incapazes, como o filho mais novo de Palin, o qual , nas palavras dela, teria de “justificar” a própria existência. Tudo isso sempre foi deslavada mentira – mas a direita já encontrara o ponto de apoio de que precisava; Palin declara que propostas (inexistentes) são “expressão do mal absoluto” – e propostas (existentes) são varridas do mundo.

A estratégia tem sido surpreendentemente bem-sucedida. Agora, todas as conversas sobre assistência pública de saúde têm de começar por os Democratas explicarem detalhadamente que não, não são favoráveis ao assassinato de velhinhos – enquanto os Republicanos insistem em defender um status quo que mata 18 mil norte-americanos por ano.

A hipocrisia é de assustar: Sarah Palin, quando governadora do Alasca, encorajava os cidadãos a assinar aqueles documentos-testamentos, sobre suspensão de tratamento médico. Praticamente todos os Republicanos que hoje fazem campanha contra os “comitês da morte” votaram no passado a favor dos documentos-testamentos sobre suspensão dos tratamentos. E a mentira já fazia germinar sua semente maléfica: lançara-se para o alto uma mão de confetes envenenados, para confundir e distrair; em seguida, começaram a sumir os votos de apoio ao plano para salvar vidas.

Essas manifestações frenéticas separaram-se da realidade, de tal modo que soam hoje como comédias de humor negro. A revista US Investors' Daily, manifestamente de direita, publicou que, se Stephen Hawking fosse britânico, o sistema britânico “socialista” de saúde tê-lo-ia deixado morrer sem assistência. Hawking respondeu, depois de tossezinha polida, que é britânico e que “não estaria aqui, se o Serviço Nacional de Saúde britânico não existisse”.

Essa tendência de simplesmente negar fatos inconvenientes e inventar um mundo de fantasia não é novidade – apenas se está tornando cada vez mais espantosa. Percorreu os anos Bush com o entusiasmo de um jorro de bourbon em água. Quando se tornou claro que Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa, os EUA simplesmente ‘declararam’ que as armas haviam sido mandadas para a Síria.

Quando as provas científicas de que o homem está fazendo subir a temperatura média do planeta tornaram-se tão abundantes que já não podiam ser desmentidas, ‘declarou-se’ – nas palavras de um senador Republicano – que o aquecimento global seria “a maior dessas ‘lendas urbanas’ que se inventam por aí.”

E que todos os climatologistas do planeta seriam “mentirosos’. A imprensa nos EUA então apresentou-se como ‘árbitro’ entre “os lados rivais”, como se os dois lados tivessem provas igualmente fidedignas, cada um a seu favor, e como se se tratasse de opiniões divergentes..

É uma vergonha, porque há algumas áreas nas quais uma filosofia conservadora – que fizesse lembrar os limites dos maiores projetos e potências humanas e recomendasse cautela – poderia ser corretivo útil. Mas não é o que se vê, vindo dos chamados “conservadores” que conhecemos: hoje, não fazem senão alimentar fantasias histéricas que sequer conseguem esconder completamente os mais brutais interesses financeiros e preconceitos.

Para muitas das principais figuras do Partido, trata-se de simples manipulação cínica. Um dos ex-conselheiros de Bush, David Kuo, disse que o presidente e Karl Rove por-se-iam a zombar dos evangélicos no instante em que saíssem da Casa Branca. Mas a base dos Republicanos acredita, mesmo, nas bobagens que o Partido tem ‘declarado’.

Estão sendo arrastados contra seus próprios interesses, por ação de falsos medos de demônios inventados. Semana passada, um dos Republicanos mandados a uma prefeitura para demolir um centro de atendimento médico começou uma briga e foi ferido – e depois reclamou que não tem seguro-saúde. Não é engraçado. Por pouco não chorei ao ouvir a história.

Como conseguem ser tão impermeáveis à realidade? Tudo começa, me parece, pela religião. São ensinados desde a mais tenra idade que é bom ter “fé” – e a fé, por definição implica crer em algo sem qualquer comprovação empírica. Ninguém depende de “fé” para acreditar que a Austrália existe; ou de que o fogo queima: há provas de tudo isso.

Mas é preciso ter “fé” para acreditar em mentiras ou em eventos absolutamente improváveis. De fato, os Republicanos são ensinados que a fé é aspiração muito digna, a mais alta das aspirações e a mais nobre das causas. Não surpreende que essa lição invada todos os espaços mentais e contamine as ideais políticas? O pensamento baseado na fé espalha-se e contamina o pensamento racional.

Até agora, Obama não respondeu a esse massacre pela des-razão. Tem implementado uma estratégia dupla: conciliar os interesses da elite econômica, e fazer piada sobre a marola de fanatismo que estão criando.

Assegurou (vergonhosamente) às empresas farmacêuticas que um sistema expandido de saúde não usará o poder do governo como fator de barganha para fazer baixar os preços dos remédios –, ao mesmo tempo em que dizia, ao grande público, que “não estou planejando matar vovó”. Em vez de enfrentar declaradamente tanto os interesses mais agressivos quanto as fantasias mais bizarras, Obama optou por bajular uns e diminuir a importância das outras.

Esse tipo de loucura não pode ser vencida por sedução nem conquistada por cooptação: tem de ser derrotada. Muitas vezes, em política, o inimigo é inevitável e tem de ser derrotado democraticamente. O sistema político não pode ser atropelado pela necessidade de satisfazer os deputados mais doidos ou mais doentiamente ambiciosos.

Não há como expandir o atendimento público de saúde sem enfurecer os laboratórios da ‘Big Pharma’ e os Republicanos mais pirados. Então, que seja! Como escreveu Arianna Huffington: “É tão sem sentido quanto seria, no auge do movimento pelos Direitos Civis, supor que seria preciso esperar que Martin Luther King e George Wallace concordassem. Esse não é o caminho para qualquer mudança.”

Por estranho que pareça, o Partido Republicano está realmente mergulhando num estranho culto bizarro, segundo o qual Barack Obama é matador de criancinhas e inventor ardiloso de sangrentos “comitês da morte” para matar os velhinhos norte-americanos. O novo slogan dessa gente poderia ser “bebês, encolham! Vovó, desapareça!”

O artigo original, em ingles, pode ser lido em:

http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/johann-hari/johann-hari-republicans-religion-and-the-triumph-of-unreason-1773994.html

Globo perde audiência.



Globo perde audiência, poder econômico e político


A TV Globo, ao declarar guerra à TV Record, acabou dando um tiro no pé, conseguindo chamar atenção para a concorrente, e perdeu audiência. Durante o domingo, a Record conseguiu a liderança de audiência em diversos horários. As informações e a análise são do blog Os amigos do presidente Lula. [...]

Segundo os índices prévios da Grande São Paulo, o Domingo Espetacular chegou a vencer o Fantástico por 22 a 16 pontos. O reality show A Fazenda superou a meta que a Record havia estabelecido: passou dos 30 pontos, chegando a 32 pontos contra 9 da Globo, a maior diferença na história da Record sobre a concorrente.

O filme A Era do Gelo, também ocupou a liderança isolada com 14,5 pontos.

Durante todo o domingo, na média SP, a Record conseguiu audiência muito próxima à da Globo:

Globo: 15,9
Record: 12,5
Sbt: 8,1
Band: 2,6
RedeTv: 2,2
Cultura: 1,1

Nesta segunda, na programação matinal a Globo caiu para o terceiro lugar às 10hs. A Record atingiu o dobro da audiência da Globo no Rio de Janeiro, e quase o dobro em SP.

9:59 SP
Record: 8,4
Sbt: 6,6
Globo: 4,8

Rio 10:01
Record 12,0
Sbt 9,4
Globo 6,1

O que o povo ganha com a briga dos Marinho com Macedo? Ou o que programas de entretenimento como reality show, Gugu, Faustão afeta a política nacional?

A Globo perde poder econômico, político, e capacidade de manipular eleições.

Ao dividir a audiência, dividirá também as verbas do mercado publicitário (tanto público como privado), e perderá poder econômico.

Ao ter telejornais competindo de igual para igual, perde o monopólio da "formação da opinião pública", e a capacidade de exercer lobby e manipulação política.

Fica mais complicado esconder notícias, que o concorrente levará ao ar, pois acabará perdendo mais audiência do que perdeu, quando o telespectador se dá conta que está sendo mal informado. Fica mais complicado não dar direito de resposta, pois a resposta será conseguida no concorrente.

A Globo sempre atuou em simbiose com o poder. Trocava apoio político na linha editorial por acesso privilegiado aos cofres públicos. A Globo sempre ajudou a eleger "amigos" e depois recebia seu quinhão em troca do apoio ao governo, seja através de anúncios superdimensionados (como a propaganda da SABESP em rede nacional), seja através de empréstimos generosos, concessões indevidas, facilidades nos ministérios para si, e imposição de dificuldades para a concorrência.

O esquema da Globo de simbiose com o poder federal desandou com a eleição de Lula. Ela tenta recuperar com a eleição de Serra.

Com menos audiência, e com a Record nos calcanhares, a Globo vai continuar manipulando até 2010 para tentar eleger Serra, mas terá mais dificuldade em convencer, terá que ser mais sutil, uma vez que haverá um noticiário de contraponto, com audiência de peso.

Por outro lado, por mais que a Record cresça, nunca conseguirá ter o poder que teve a Globo no passado, e por isso não corremos o risco de trocar um monopólio privado por outro.

Hoje existe a internet como fonte de informação, e a cada mês mais brasileiros ingressam na rede, e a usam com fonte de informação, reduzindo a influência da TV. A TV digital, também criará, a médio prazo, um ambiente de diversidade de canais gratuitos semelhante às TV's por assinatura, incluindo os canais públicos e comunitários.

Os movimentos socais pela democratização dos meios de comunicação, também se mobilizam e conquistam apoios oficiais no governo federal. É certo que haverá conquistas, em maior ou menor escala, dependendo da pressão popular.

Com informações do Portal Vermelho

Link para o original aqui

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Curso de Esperanto.

CER-Curso de Esperanto pela Rede

Ensino religioso em escolas públicas divide opiniões.


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, acredita que o ensino religioso não é necessário para a formação do cidadão. Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), "uma educação integral envolve o aspecto da dimensão religiosa".

O ensino religioso que aborda uma doutrina específica pode gerar discriminação dentro das salas de aula, segundo o sociólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Vaidergorn. “O ensino religioso identificado com uma religião não é democrático, pode ser considerado discriminatório”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Vaidegorn, o ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas ideias. O professor ressalta ainda a possibilidade de que, dependendo da maneira que forem ministradas, as aulas de religião podem incentivar a intolerância entre os estudantes.

As aulas de religião estão previstas na Constituição de 1988. No entanto, um acordo entre o governo brasileiro e o Vaticano, em tramitação no Congresso Nacional, estabelece o ensino católico e de outras doutrinas.

A inserção do elemento religioso no processo educacional pode, segundo Varidergorn, gerar conflitos. “Em vez da educação fazer o seu papel formador, o seu papel de suprir, dentro das suas condições, as necessidades de formação da população ela passa a ser também um campo de disputa política e doutrinária.”

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, contesta a justificativa apresentada na lei de que o ensino religioso é necessário para a formação do cidadão. “Não podemos considerar que a questão ética, a questão moral, o valores sejam privilégios das religiões”, ressaltou. A presença do elemento religioso não faz sentido na educação pública e voltada para todos os cidadãos brasileiros, segundo ele. “ A escola é pública, e a questão da fé é uma coisa íntima de cada um de nós”.

Ele indicou a impossibilidade de todos os tipos de crença estarem representados no sistema de ensino religioso. Segundo ele, religiões minoritárias, como os cultos de origem afro, não teriam estrutura para estarem presentes em todos os pontos do país.

Além disso, as pessoas que não têm religião estariam completamente excluídas desse tipo de ensino, como destacou o presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), Daniel Sottomaior. “Mesmo que você conseguisse dar um ensino religioso equilibradamente entre todos os credos você ia deixar em desvantagem os arreligiosos e os ateus.”

Sottomaior vê com preocupação a possibilidade de a fé se confundir com os conhecimentos transmitidos pelo sistema educacional.“Como o aluno pode distinguir entre a confiabilidade dos conteúdos das aulas de geografia e matemática e o conteúdo das aulas de religião?”

Para o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, a religião é parte importante no processo educacional. “Uma educação integral envolve também o aspecto da dimensão religiosa ao lado das outras dimensões da vida humana”, afirmou.

domingo, 23 de agosto de 2009

Reflexões de Fidel.

O império e os robôs

HÁ pouco, abordei os planos dos Estados Unidos para impor a superioridade absoluta de suas forças aéreas como instrumento de dominação sobre o resto do mundo. Mencionei o projeto de contar em 2020 com mais de mil bombardeiros e caças F-22 e F-35 de última geração na sua frota de 2.500 aviões militares. Dentro de 20 anos, todos seus aviões de guerra serão operados por autômatos.

Os orçamentos militares sempre contam com o apoio da imensa maioria dos legisladores norte-americanos. Quase não há estados da União onde o emprego não dependa, em boa medida, da indústria da defesa.

Em nível mundial e com valor constante, as despesas militares se dobraram nos últimos dez anos como se não existisse perigo algum de crise. Neste momento, esta é a indústria mais próspera do planeta.

Em 2008, ao redor de US$1,5 trilhão se investiu nos orçamentos dedicados à defesa. Os 42% dos gastos mundiais nesse setor, US$607 bilhões correspondiam aos Estados Unidos, sem incluir as despesas de guerra; ao passo que o número de famintos no mundo atinge a cifra de 1 bilhão de pessoas.

Há dois dias, uma agência de notícias ocidental informou que, em meados de agosto, o exército dos Estados Unidos exibiu um helicóptero teledirigido, bem como robôs capazes de executarem trabalho de sapa, 2.500 dos quais foram enviados para as regiões de combate.

Uma firma comercializadora de robôs afirmou que as novas tecnologias iriam revolucionar o modo de comandar a guerra. Foi publicado que, em 2003, os Estados Unidos mal possuíam robôs em seu arsenal e “hoje contam ―segundo a AFP― com 10 mil veículos terrestres, bem como com 7 mil dispositivos aéreos, desde o pequeno Raven, que pode ser lançado com a mão, até o gigante Global Hawk, um avião-espia de 13 metros de comprimento e 35 de envergadura, capaz de voar a grande altitude durante 35 horas”. Essa notícia menciona outras armas.

Enquanto essas despesas colossais em tecnologias para matar são produzidas nos Estados Unidos, o presidente desse país envida esforços para levar os serviços de saúde a 50 milhões de norte-americanos que carecem deles. É tal a confusão, que o novo presidente declarou: “Estava mais próximo do que nunca de conseguir a reforma do sistema de saúde, mas a luta se está tornando feroz.”

“A história é clara — acrescentou — cada vez que temos a reforma sanitária no horizonte, os interesses especiais lutam com todo aquilo que têm a seu alcance, usam suas influências, lançam suas campanhas publicitárias e utilizam seus aliados políticos para apavorar o povo estadunidense.”

O certo é que em Los Ángeles 8 mil pessoas ―a imensa maioria desempregada, segundo a imprensa― se reuniram num estádio para receber atendimento de uma clínica gratuita itinerante que presta serviços no Terceiro Mundo. A multidão tinha pernoitado ali. Alguns percorreram centenas de quilômetros de distância.

“‘Não me importa se é socialista ou não. Somos o único país no mundo onde os mais vulneráveis não temos nada’, disse uma mulher de um bairro negro e com educação superior.”

Informa-se que “um teste de sangue pode custar US$500 e um tratamento odontologógico de rotina mais de mil.”

Que esperança pode oferecer essa sociedade ao mundo?

Os lobistas no Congresso fazem seu agosto trabalhando contra uma lei simples que pretende dar atendimento médico a dezenas de milhões de pessoas pobres, negros e latinos na sua grande maioria, que carecem dele. Até um país bloqueado como Cuba conseguiu fazê-lo, e inclusive, cooperar com dezenas de países do Terceiro Mundo.

Se os robôs nas mãos das multinacionais podem substituir os soldados imperiais nas guerras de conquista, quem vai frear as multinacionais na busca de mercado para seus artefatos? Da mesma maneira que inundaram o mundo com carros que hoje concorrem com o homem pelo consumo de energia não-renovável e, inclusive, pelos alimentos transformados em combustível, também podem inundá-lo de robôs que substituam milhões de trabalhadores em seus postos de trabalho.

Ainda melhor, os cientistas poderiam também desenhar robôs capazes de governar; dessa maneira poupariam esse horrível, contraditório e confuso trabalho ao governo e ao Congresso dos Estados Unidos.

Sem dúvida, poderiam fazê-lo melhor e mais barato.

Fidel Castro Ruz

19 de agosto de 2009

15h15

sábado, 22 de agosto de 2009

Classificação para o GP da Europa.

Denúncia


Deu no blog Coletivo Catarse:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Fonte: http://www.bodegacultural.com/2009/08/quantos-heltons-serao-necessarios.html

111 anos do Clube de Regatas Vasco da Gama


O Vasco da Gama colocou 80 mil torcedores neste sábado, 22 de Agosto de 2009, jogando contra o Ipatinga e vencendo por 4 a 0. Até o momento foi o maior público da série A e B do brasileirão. É , sem dúvida, umas das maiores torcidas do pais, com certeza está entre as três. Parabéns meu Vascão!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Segunda Guerra: União Soviética não tinha alternativa à assinatura do pacto Molotov-Ribbentrop

O Pacto Molotov-Ribbentrop, acordo soviético-alemão que está entre as causas que provocaram a Segunda Guerra Mundial, foi assinado a 23 de Agosto de 1939, mas continua a provocar fortes discussões na sociedade russa.

O Kremlin continua a defender a posição soviética face a esse pacto, considerando que ele foi provocado pela falta de vontade da Grã-Bretanha e da França de chegarem a um acordo com a União Soviética, obrigando Estaline a assinar o acordo com Hitler como medida de autodefesa.

Na véspera do 70º aniversário da assinatura desse documento, o Serviço de Reconhecimento Externo (SVR, ex-KGB) da Rússia anunciou a publicação de documentos que provam que José Estaline aprovou a conclusão desse pacto como “a única medida de autodefesa nessas circunstâncias”.

“Os Governos britânico e francês, ao assinarem o Acordo de Munique de 1938, apostaram num conluio com Hitler. Em Agosto de 1939, as delegações desse país fizeram gorar as conversações de Moscovo sobre a criação de uma coligação anti-hitleriana”, lê-se num comunicado do SVR a propósito do lançamento da colectânea de documentos “Báltico e Geopolítica”.

O SVR informa que os materiais conseguidos pela espionagem soviética entre 1935 e 1945 revelam as verdadeiras intenções dos principais países europeus.

“Por isso, a única medida acessível de autodefesa para a União Soviética foi a assinatura do Tratado com a Alemanha de Não Agressão de 23 de Agosto de 1939. Esse documento permitiu impedir a conquista dos países do Báltico (Letótia, Lituânia e Estónia) pelos nazis e a sua transformação num trampolin para a invasão do território soviético”, sublinha o SVR.

“A União Soviética propôs várias vezes a criação de um sistema de segurança colectiva com os países democráticos, com a Grã-Bretanha e a França, mas eles recusaram isso em 1936 e 1938. A URSS pritar à Checoslováquia. A França não deixou fazer isso. Ou seja, a Grã-Bretanha e a França dirigiam a agressão da Alemanha para o Oriente, contra a União Soviética comunista”, considera Vladimir Lavrov, vice-director do Instituto de História da Rússia.

Porém, Lavrov considera que o protocolo que determinava a divisão da Polónia e a ocupação dos três países do Báltico pela União Soviética era “ilegal”.

“O pacto, sem o protocolo secreto, não tem nada de mau: dois países acordaram não se atacar. Isso era normal, foi até um momento positivo. Mas havia o protocolo secreto e ele foi avaliado no 2º Congresso dos Deputados do Povo da URSS, a 24 de Dezembro de 1989. Aí sublinhava-se que, em princípio, o acordo correspondia às normas jurídicas internacionais, mas o protocolo secreto era ilegal desde o início”, acrescentou.

O historiador Nikolai Svanidzé defende que o pacto Molotov-Ribbentrop apenas trouxe proveitos à Alemanha nazi.

“Na realidade, tratou-se de um pacto entre Estaline e Hitler sobre a divisão da Europa do Leste”, considera ele, e responde aos que defendem que esse acordo permitiu à URSS ganhar tempo: “Conseguimos tanta paz quanto Hitler desejou, porque ele precisava de tempo para atacar a União Soviética, e conseguiu o tempo que queria”.

Esta discussão tem como fundo a decisão do Kremlin de tomar medidas para não permitir “a falsificação da história”, que é vista por alguns historiadores como uma tentativa de impôr uma versão oficial dos acontecimentos.

“O problema das falsificações deve preocupar os historiadores profissionais, e não os políticos”, defende Oleg Budnitski, investigador do Instituto de História da Rússia.

“Para um historiador profissional, qualquer transporte da política para a história, mesmo que com boas intenções, é um mal”, sublinha.

Segunda Guerra: União Soviética não tinha alternativa à assinatura do pacto Molotov-Ribbentrop

O Pacto Molotov-Ribbentrop, acordo soviético-alemão que está entre as causas que provocaram a Segunda Guerra Mundial, foi assinado a 23 de Agosto de 1939, mas continua a provocar fortes discussões na sociedade russa.

O Kremlin continua a defender a posição soviética face a esse pacto, considerando que ele foi provocado pela falta de vontade da Grã-Bretanha e da França de chegarem a um acordo com a União Soviética, obrigando Estaline a assinar o acordo com Hitler como medida de autodefesa.

Na véspera do 70º aniversário da assinatura desse documento, o Serviço de Reconhecimento Externo (SVR, ex-KGB) da Rússia anunciou a publicação de documentos que provam que José Estaline aprovou a conclusão desse pacto como “a única medida de autodefesa nessas circunstâncias”.

“Os Governos britânico e francês, ao assinarem o Acordo de Munique de 1938, apostaram num conluio com Hitler. Em Agosto de 1939, as delegações desse país fizeram gorar as conversações de Moscovo sobre a criação de uma coligação anti-hitleriana”, lê-se num comunicado do SVR a propósito do lançamento da colectânea de documentos “Báltico e Geopolítica”.

O SVR informa que os materiais conseguidos pela espionagem soviética entre 1935 e 1945 revelam as verdadeiras intenções dos principais países europeus.

“Por isso, a única medida acessível de autodefesa para a União Soviética foi a assinatura do Tratado com a Alemanha de Não Agressão de 23 de Agosto de 1939. Esse documento permitiu impedir a conquista dos países do Báltico (Letótia, Lituânia e Estónia) pelos nazis e a sua transformação num trampolin para a invasão do território soviético”, sublinha o SVR.

“A União Soviética propôs várias vezes a criação de um sistema de segurança colectiva com os países democráticos, com a Grã-Bretanha e a França, mas eles recusaram isso em 1936 e 1938. A URSS pritar à Checoslováquia. A França não deixou fazer isso. Ou seja, a Grã-Bretanha e a França dirigiam a agressão da Alemanha para o Oriente, contra a União Soviética comunista”, considera Vladimir Lavrov, vice-director do Instituto de História da Rússia.

Porém, Lavrov considera que o protocolo que determinava a divisão da Polónia e a ocupação dos três países do Báltico pela União Soviética era “ilegal”.

“O pacto, sem o protocolo secreto, não tem nada de mau: dois países acordaram não se atacar. Isso era normal, foi até um momento positivo. Mas havia o protocolo secreto e ele foi avaliado no 2º Congresso dos Deputados do Povo da URSS, a 24 de Dezembro de 1989. Aí sublinhava-se que, em princípio, o acordo correspondia às normas jurídicas internacionais, mas o protocolo secreto era ilegal desde o início”, acrescentou.

O historiador Nikolai Svanidzé defende que o pacto Molotov-Ribbentrop apenas trouxe proveitos à Alemanha nazi.

“Na realidade, tratou-se de um pacto entre Estaline e Hitler sobre a divisão da Europa do Leste”, considera ele, e responde aos que defendem que esse acordo permitiu à URSS ganhar tempo: “Conseguimos tanta paz quanto Hitler desejou, porque ele precisava de tempo para atacar a União Soviética, e conseguiu o tempo que queria”.

Esta discussão tem como fundo a decisão do Kremlin de tomar medidas para não permitir “a falsificação da história”, que é vista por alguns historiadores como uma tentativa de impôr uma versão oficial dos acontecimentos.

“O problema das falsificações deve preocupar os historiadores profissionais, e não os políticos”, defende Oleg Budnitski, investigador do Instituto de História da Rússia.

“Para um historiador profissional, qualquer transporte da política para a história, mesmo que com boas intenções, é um mal”, sublinha.
Três homens andaram sobre as águas em toda a história da Humanidade:

O primeiro foi Cristo.
O segundo foi Pedro.
O terceiro foi Ivangivaldo.

Quem é Ivangivaldo ???!!

Esse cara da foto abaixo

Lei polêmica?


A nova Lei de Educação, recém-aprovada na Venezuela, foi apresentada por corporações de mídia brasileiras como “mais um passo rumo à ditadura chavista”. Na melhor das hipóteses, foi chamada de “lei polêmica”. Bom, melhor do que comentar a lei e a campanha contra é ler seu conteúdo. Procurem nas ferramentas de busca e, enquanto isso, fiquem com um artigo, que, entre outras coisas, inclui na Academia o curso de análise crítica de mídia:

Artículo 9. Los medios de comunicación social, como servicios públicos son instrumentos esenciales para el desarrollo del proceso educativo y como tales, deben cumplir funciones informativas, formativas y recreativas que contribuyan con el desarrollo de valores y principios establecidos en la Constitución de la República y la presente Ley, con conocimientos, desarrollo del pensamiento crítico y actitudes para fortalecer la convivencia ciudadana, la territorialidad y la nacionalidad. En consecuencia:

1. Los medios de comunicación social públicos y privados en cualquiera de sus modalidades, están obligados a conceder espacios que materialicen los fines de la educación.

2. Orientan su programación de acuerdo con los principios y valores educativos y culturales establecidos en la Constitución de la República, en la presente Ley y en el ordenamiento jurídico vigente.

3. Los medios televisivos están obligados a incorporar subtítulos y traducción a la lengua de señas, para las personas con discapacidad auditivas.

En los subsistemas del Sistema Educativo se incorporan unidades de formación para contribuir con el conocimiento, comprensión, uso y análisis crítico de contenidos de los medios de comunicación social. Asimismo la ley y los reglamentos regularán la propaganda en defensa de la salud mental y física de la población.

Fonte: www.fazendfomedia.com

Comentários:

Vale lembrar que o fantoche da Globo, o jornalista William Waack em uma das edições do seu telejornal fez a seguinte chamada " A educação da Venezuela será do jeito que Chavez quer". Como pode se vender tanto, caro jornalista?


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vídeos sobre o trabalho escravo no Brasil
clique aqui.

Afeganistão: Karzai publica lei contra as mulheres

A organização Human Rights Watch (HRW) denunciou que, numa manobra eleitoralista de Karzai, foi publicada no Diário Oficial do Afeganistão em 27 de Julho uma lei que legaliza a descriminação contra as mulheres da minoria xiita, estipulando, entre outras barbaridades, que podem ser privadas de alimentação caso se neguem a ter relações sexuais com o marido.

Segundo a HRW, a lei é uma nova versão da que foi aprovada em Março pelo parlamento afegão, mas que não tinha entrado em vigor perante a indignação internacional que provocou.

O esquerda.net publicou notícia sobre esta lei e o deputado Fernando Rosas interveio sobre ela na Assembleia da República.

Da publicação desta lei não houve anúncio público e nenhum funcionário governamental a comentou. A HRW acusa o presidente afegão, Hamid Karzai, de ter "vendido" os direitos das mulheres xiitas, em troca de apoio dos fundamentalistas xiitas à sua eleição.

Segundo a HRW, o novo texto, no essencial semelhante à versão de Março passado, prevê que um marido tem o direito de retirar qualquer sustento se a mulher se recusar a ter com ele relações sexuais, a custódia dos filhos é confiada apenas aos pais e avôs, as mulheres têm de pedir autorização ao marido para trabalhar e permite que um violador seja absolvido de qualquer acusação se pagar "o dinheiro de sangue" da mulher violada.

Fonte: www.esquerda.net

Elásticos de cabelo feitos com camisinhas usadas.



Essas começaram a circular pela internet desde a metade do ano de 2008 e agora, em 2009, se espalharam também pelo .

O texto que acompanha essas fotos afirma que os chineses estariam reaproveitando preservativos usados para confeccionar elásticos de cabelo.

Pode parecer mentira, mas a história é real!

De fato, em 2008, o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, afirmou em uma reportagem que consumidores na província de Guangdong, na China, encontraram borracha de preservativo masculino dentro de elásticos para prender cabelo.

Os elásticos eram fabricados mesmo a partir de camisinhas e segundo o jornal, que cita como um outro jornal local chamado New Express Daily, foram encontrados esses prendedores de cabelo em Dongguan e Cantão, duas cidades industriais ao sul da China.

Chen, uma das pessoas entrevistadas pelo jornal, diz que chegou a utilizar os elásticos e que recebeu um pacote cheio deles depois de cortar os cabelos em um salão de beleza de Guangzhou. Bela promoção, ein?

A chinesa contou também que os breguetiz eram cobertos com fios de lã coloridos e que certo dia uma pontinha do revestimento desprendeu-se e só então é que ela pôde ver do que era realmente feito o artigo.

Segundo a versão em online e em português da BBC, tais prendedores de cabelo podem ter sido feitos de material reaproveitado do lixo que os países ricos pagam para dispensar na China, ou de camisinhas produzidas por empresas locais, que não passaram no controle de qualidade. De acordo com a matéria publicada em novembro de 2007, o jornal chines afirmava que seria mais caro fabricar camisinhas do que prendedores de cabelo, por isso, compensaria para os fabricantes vender as camisinhas rejeitadas para o reaproveitamento.

Mas, apesar da história ser real, não há motivos para pânico! Pelo menos até o fechamento dessa nossa pesquisa, não houve nenhum caso de elásticos de cabelo com essas carasterísticas sendo vendidos aqui no Brasil. Caso encontrem algum caso, favor mandar para gente.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Record x Globo



A TV Record promete para este domingo um "especial" com uma devassa na vida da Globo e suas relações promíscuas com as elites política e econômica do País. O programa será exibido às 20:30 horas, logo após o Domingo Espetacular. Mais um capítulo desse processo de autodestruição da credibilidade do PiG. Nesse bang-bang de quinta categoria não tem mocinho, mas também não dá pra ficar sem dar uma espiadinha.

Fonte: http://www.bodegacultural.com/
Você sabia?

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Famílias mais poderosas de Honduras financiaram golpe de Estados

CARACAS.— A pesquisadora da Universidade Nacional de Honduras Leticia Salomón afirmou que dez das famílias mia spoderosas de seu país finaciaram o golpe de Estado do passado 28 de junho contra o presidente legítimo e constitucional Manuel Zelaya.

O jornalista venezuelano José Vicente Rangel, durante a transmissão de sue programa dominical José Vicente Hoy, fez uma sinopse na qual Salomón informou que o golpe de foi planejado por um grupo empresarial liderado por Carlos Roberto Flores Facussé, ex-presidente de Honduras e dono do jornal La Tribuna.

Acrescentou que esse jornal, junto om os matutinos La Prensa e El Heraldo e os canais 2, 3, 4, 5 e 9; foram os pilares fundamentais do golpe de Estado.

"A história se repete: a mídia hondurenha, ao igual que a venezuelana durante 2002 e 2003, funcionam como ponta de lança contra a democracia e o direito fundamental", enfatizou Rangel. (ABN)

Fonte:http://www.granma.cu/portugues/2009/agosto/lun17/34familiasP.html

domingo, 16 de agosto de 2009

A Globo e a Gripe Suína de Jaqueline


Jaqueline Ruas, 15 anos, morreu de parada cardíaca durante um voo procedente de Orlando, Estados Unidos, com destino a Guarulhos, São Paulo, e a TV Globo, irresponsavelmente, tentou associar o fato a uma possível contaminação por vírus H1N1.

Os primeiros testes nos EUA deram negativos, e ainda assim, a Globo e congêneres continuaram defendendo a hipótese de gripe. Os exames no Brasil deram negativos para o vírus H1N1. [...]


Os EUA são falhos em medicina, sobretudo em se tratando de biomedicina, quando a Globo está defendendo seus interesses, claro.

Mesmo depois do resultado negativo nos EUA, a Globo tentou passar a ideia que a menina havia morrido em decorrência de gripe suína.

Também pudera, a equipe "irresponsável" de Turismo ministrou o medicamento Tamyflu para a garota. Está sendo processada pela família.

A postagem rendeu vários comentários indignados, inclusive de anônimos que se intitulavam médicos, a maioria contra mim. Agora engulam!

Fonte: http://www.bodegacultural.com/2009/08/laudo-desconstroi-tese-de-gripe-suina.html

Reflexões sobre o fator Marina da Silva

O ouriçamento da mídia dominante com a oferta de candidatura presidencial, feita pelo PV à senadora Marina da Silva, (PT-AC), dá uma ideia de como andam bicudos os tempos para o bloco oposicionista. "A operação Marina é coisa do Serra", teria dito o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a revista Veja. Resta saber se a senadora se prestará a esse papel.

Por Bernardo Joffily

A julgar pelo que sai na mídia, a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente é líquida e certa. Há até uma fila para ser vice na sua chapa, encabeçada pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).A própria Marina, quando fala, não alimenta tamanhas certezas. Diz que ainda não decidiu nada e estabelece etapas para a discussão: primeiro, sair ou não do PT; segundo, entrar ou não no PV; e terceiro, ser ou não candidata presidencial. Ela estaria ainda na primeira etapa, examinando o tema com seus companheiros do PT acreano.
Fatores que empurram a candidatura - Pesam a favor do projeto do PV os enormes os interesses em jogo na sucessão presidencial, e as igualmente volumosas as pressões para que Marina cumpra, em 2010, o papel que em 2006 coube à então senadora Heloísa Helena, do Psol: bater no governo, "pela esquerda". O objetivo declarado é quebrar o caráter plebiscitário do voto, e se possível levar a eleição para o segundo turno. Os analistas da oposição acreditam que, com a economia se recuperando do tombo de dezembro e a imagem do presidente inabalada, uma eleição que tenha como conteúdo o julgamento dos anos Lula será irremediavelmente perdida, seja pelo tucano José Serra, o anti-Lula, seja pelo tucano Aécio Neves, o pós-Lula. Um elemento de diluição do plebiscito seria portanto muito bem vindo por eles.
Pesam a favor da candidatura Marina as trombadas entre ela e a candidata do Planalto, Dilma Rousseff, nos seis anos em que as duas estiveram na equipe de ministros do governo Lula. A postulação presidencial seria então uma oportunidade para fazer o debate da relação ambientalismo-desenvolvimento, tema complexo e controvertido. Curiosamente, porém, são os partidos que mais abundam em ruralistas de motosserra em punho que assopram o plano do PV.
Uma particularidade do PT acreano, que está no governo estadual há três mandatos, também pode trabalhar a favor do projeto presidencial. No distante estado amazônico, que já fez parte da Bolívia e passou alguns anos como república independente, um século atrás, a polarização do PT nunca foi com o PSDB, mas com o PMDB. Os tucanos acreanos – uma seção pouco expressiva do PSDB – até se coligaram aos petistas para levar Jorge Viana ao governo em 1998.
Por fim, uma afirmação extemporânea do ex-ministro e influente petista José Dirceu, nesta semana, terminou também jogando água no moinho dos que querem Marina candidata, embora a pretexto de desencorajá-la. Em uma nota no seu blog, Dirceu deu a entender que, caso Marina mudasse de partido, o PT deveria ficar com o seu mandato no Senado. É o entendimento da jurisprudência firmada pelo TSE, em nome da fidelidade partidária. Mas é também a discussão que os assopradores da candidatura Marina pediram a Deus.
Fatores que contrariam a candidatura - Pesam contra a empreitada, em primeiro lugar, as convicções e os princípios sempre proclamados por Marina da Silva. Ela é sócioambientalista – corrente de pensamento que vincula a questão ambiental à social e defende o desenvolvimento econômico sustentado, divergindo do preservacionismo a todo custo. Essa visão, herdada de seu iniciador na política, Chico Mendes (1944-1988), levou Marina a sustentar uma posição crítica em relação aos partidos verdes em geral e ao PV brasileiro em particular. Este, que nunca primou pela coerência doutrinária, dispõe-se a abraçar as posições da ex-ministra para tel-la como candidata, mas é duvidoso que ela ponha fé nessa súbita conversão.Pesam contra, igualmente, os laços históricos de Marina com o PT e com Lula. Marina reluta em romper com o partido de toda a sua vida (embora só tenha se filiado formalmente em 1985), conforme tem confidenciado a interlocutores. Mais ainda porque a senadora não nasceu ontem. Com certeza não lhe escapa a consciência de que a ruptura, nas circunstâncias dadas, beneficiaria as forças do velho conservadorismo, por mais que fosse apresentada em nome da utopia.
A grande dificuldade está no PV - Não tenho motivos para duvidar da sinceridade e inteireza de Marina da Silva. Mas constato que elas estão submetidas a uma dura prova. E caso as pressões prevaleçam e Marina morda o fruto ofertado pelo PV? Nem por isso estaria dado que ela desempenhasse o script que dela esperam os assopradores de sua candidatura. O Acre é um estado pequeno, o 24 entre os 26 da Federação, com 0,3% da população e do eleitorado do país (440 mil eleitores). O PV é um partido pequeno, que em 2006 teve 3,6% dos votos para deputado federal (11 lugar) e ficado com 13 cadeiras. Terá portanto um tempo reduzido de TV na campanha, em torno de um minuto, dificultando a quebra do caráter plebiscitário e bipolarizado da campanha eleitoral.
Porém a grande dificuldade não reside aí e sim na natureza política concreta do PV existente hoje no Brasil. Embora no plano nacional, um de seus quadros ocupe o cargo de ministro da Cultura, com Gilberto Gil e mais tarde com Juca Ferreira, no plano local a legenda possui uma forte propensão pró-tucanos. Em São Paulo e Minas Gerais, forma a base dos governadores do PSDB. Dificilmente será outro o rumo das seções estaduais verdes em 2010.
Mais problemática ainda é a situação do PV-RJ, que gravita em torno da figura do deputado federal Fernando Gabeira. Nas eleições municipais de 2008, Gabeira concorreu a prefeito e foi o fenômeno verde do ano. No primeiro turno, teve mais de 800 mil votos, contra 2 milhões de todos os demais candidatos verdes no país, e 300 mil nas outras capitais, coligado com o PSDB. No segundo turno, granjeou também o apoio do DEM e dobrou essa votação. Ocorre que Gabeira é candidatíssimo a governador do Rio em 2010, novamente em aliança com o PSDB, apadrinhada por José Serra e Fernando Henrique Cardoso. Depois de almoçar com Marina nesta quinta-feira, o deputado saiu estimulando a candidatura da ex-ministra mas deixando claro que seu compromisso com Serra presidente permanece.
Moral da história: a eleição de 2010 não se anuncia plebiscitária devido a um maquiavélico plano palaciano, mas sim porque o país está basicamente dividido em dois campos, o de Lula e o anti-Lula. A senadora Marina da Silva, antes de decidir se deixa o PT, entra no PV e concorre à Presidência, deveria explicitar qual desses campos é o seu.

fonte: www.vermelho.org

sábado, 15 de agosto de 2009

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

José Dirceu ameaça tomar mandato de Marina

Sob a ameaça de perder o mandato conquistado pelo partido que ajudou a fundar nos anos 80, a senadora acreana Marina Silva prepara o "desembarque" do PT para disputar o Palácio do Planalto pelo Partido Verde em 2010. Aliados históricos e colaboradores próximos já têm certeza de que a ex-ministra do Meio Ambiente anunciará sua adesão aos "verdes" até o fim deste mês. O "empurrão" final pode ser o resultado de uma pesquisa nacional a ser realizada pelo Datafolha nos próximos dias.

A reportagem é de Cristiane Agostine e Mauro Zanatta e publicada pelo jornal Valor, 13-08-2009.

Influente no PT, o ex-ministro José Dirceu detectou o potencial da senadora e acusou o golpe. Em seu blog na internet ele afirmou ontem que Marina foi eleita por "uma luta conjunta", "pelo PT do Acre, e não só pelo povo daquele Estado como ela diz". E mandou seu recado de forma bastante explícita: "Seu mandato pertence ao povo do Acre e também ao PT e à militância petista, que sempre esteve ao seu lado e a apoiou no Brasil inteiro". José Dirceu celebrou a "imposição da fidelidade partidária" como "conquista" do PT e de seus filiados.

Como previsto pelo PV, Dirceu reflete o ânimo de parte do PT contra uma candidatura que pode tirar votos preciosos da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Magoada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora resiste aos apelos petistas para permanecer no partido.

Atento aos movimentos petistas, dirigentes do PV informam que o roteiro para Marina já está preparado e será operado em etapas. A senadora entrará no partido, ficará um tempo fora de cena e anunciará sua candidatura no início de 2010. "O PV entende que ela já aceitou. Estamos pensando na campanha com uma comissão mista, dela e nossa. Estamos tratando de coisas realistas do tipo como será a campanha. E não será monotemática", afirmou um líder do PV. "Mas o bom senso diz que não dá para demorar muito mais para decidir".

Mesmo assim, o PV cuida para "não ditar regras" a Marina. Nem agora nem depois. "Ela vai comandar a candidatura. O vice passa por ela. É melhor que ela venha com o nome. Só tem que ter um perfil que acrescente no campo das ideias", diz o dirigente.

Cobiçado pelo novo potencial eleitoral, o partido já começou o movimento de "refundação" para "alargar a candidatura" de Marina. Nesse novo programa, caberiam temas da "nova economia", inclusive mudanças climáticas, e assuntos tradicionais como educação, ciência e tecnologia, segurança pública e saúde. "Mas precisamos ter propostas modernas, à altura da contemporaneidade da candidatura", disse o dirigente. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) já ofereceu auxílio à Marina em temas educacionais.

A cúpula do partido informa que Marina já consultou "todo mundo" de sua intimidade para decidir. "E recebeu apoio integral dos companheiros do Acre, que era o que mais doía nela".

Pré-candidato ao governo do Rio, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) compartilha dessas ideias. "Nosso programa, feito antes da convenção do clima, tem que prever como conduzir não só o Brasil, mas orientar a posição do país no mundo, compreendendo uma nova sociedade de baixo carbono", disse, à saída de um almoço de duas horas no apartamento da senadora. "Marina pode ser porta-voz desse processo pela experiência internacional e executiva", argumenta. Gabeira também defende não ser possível uma candidatura "monotemática, só de meio ambiente". Estariam surgindo, segundo ele, "ofertas de auxílio em várias áreas, como a segurança pública" para ajudar a colocar de pé a candidatura de Marina. "Já transcende ao PV promover essa mudança", avalia o deputado.

Mais próximo ao PSDB do que ao PT, Gabeira rejeita a candidatura de Marina como linha auxiliar do governador tucano José Serra (SP). Admite até mesmo abrir mão de disputar o Palácio Laranjeiras em favor da campanha da senadora. "Se for necessário, eu não serei candidato. Sei que é uma engenharia delicada ter dois palanques no Rio. [Serra e Marina]. Mas é possível, porque já foi feito inclusive no Acre", raciocina. Cotado para eventual candidatura ao Senado, Gabeira também avalia ser útil ao projeto nacional do partido. "Hoje, ela não me atrapalha nem eu a atrapalho", afirma.

A resistência do PT à mudança de Marina para o PV encontra algumas brechas. O comentário de Dirceu foi recebido com estranhamento por lideranças do PT e amigos da senadora no momento em que parlamentares, governadores e militantes petistas têm demonstrado apoio e apelado pela permanência de Marina. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), conversou ontem pela manhã com Marina e disse que o partido só se manifestará sobre o mandato da senadora quando ela decidir seu futuro. "Não dei nenhum prazo para ela, nem ela me disse nada sobre quando tomará a decisão. Marina falará só quando se sentir confortável", afirmou Berzoini. "Não há motivo para discutir sobre o mandato dela agora e qualquer decisão será coletiva". O presidente do PT disse não concordar com a eventual mudança de partido de Marina, mas afirmou à senadora que respeita sua decisão.

Mesmo assim, o ex-ministro Dirceu insistiu ontem em "alertar" a senadora em seu blog. "Marina foi eleita quando a realidade demonstrou que ela, Jorge Viana e o PT lutavam a favor daquele Estado e de seu povo", lembrou. E seguiu em sua cruzada: "Marina foi eleita pela luta de dezenas de anos da esquerda, de Chico Mendes; pelo apoio que recebeu de Jorge e Tião Viana e da militância do PT, já que a resistência dos madeireiros, e daqueles que queriam avançar sobre a floresta e contra seus povos, criou uma rejeição à sua candidatura, mesmo entre o eleitorado popular."

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=24781

‘Igreja é aliada da oligarquia para dominar o povo’, afirma Evo Morales

O presidente boliviano Evo Morales disse nesse final de semana que a Igreja é "aliada da oligarquia para dominar o povo" e que, "nos últimos tempos, se juntaram nobreza, clero e oligarquia" para dominar e minar "o poder e a força do povo".

A reportagem é da Agência Gaudium Press, 11-08-2009.

Foi assim que o mandatário boliviano reagiu às declarações do secretário-geral da Conferência Episcopal da Bolívia, monsenhor Jesús Juárez, que na quarta-feira passada afirmou que ao imitar "a democracia à la Venezuela... vamos pelo mau caminho e vamos nos encontrar de frente a um muro que poderá trazer mais confrontação que avanços". O religioso se referia à importância da reflexão interna. "Bolívia ter que buscar seus próprios caminhos de soberania, unidade e democracia", havia dito na ocasião o bispo.

Desde que assumiu o governo em 2006, Evo Morales em diversas ocasiões atacou, criticou, questionou a Igreja Católica, que a seu ver representa uma instituição que o incomoda e incomoda a seu governo porque teria sido aliada da coroa espanhola no processo de colonização e "submissão" dos povos originários da América.

Para Morales, a Igreja Católica está incursionando em terrenos proibidos quando opina e se pronuncia sobre a situação política no país, a polarização e os problemas mais graves ainda não resolvidos: pobreza, corrupção ou violência, entre outros. "Rezar ou fazer política", referiu-se Morales certa vez à Igreja.

As declarações de Morales sobre o agir da Igreja Católica são inúmeras e passam pela diversidade de temas importantes e de conjuntura que preocupam aos bolivianos. Não somente políticos, mas também temas educacionais e fiscais, que vieram à tona na primeira semana de agosto, inclusive na sua sugestão de que a Igreja "deveria desaparecer", e que "a Igreja apoia ditaduras militares".

"Quando não podem nos dominar com orações, vêm com o fuzil", disse Morales recentemente, ao referir-se à crítica situação política que vive Honduras, país que, segundo ele, "teve um arcebispo apoiando uma ditadura". "Defender os latifundiários, apoiar ditaduras ou estar no golpe de Estado não é orar nem trabalhar por justiça e igualdade".

Para o presidente Boliviano, a Igreja está atuando contra as "transformações políticas" que impulsionam o seu governo e "reflete" que "outro mundo é possível,... outra fé, outra religião, outra Igreja também é possível irmãos e irmãs". Segundo os dados mais recentes, a Bolívia é um país com quase 90% de católicos declarados.

Cursos de esperanto em Niterói

O Niterói Esperanto Clube anunciou a abertura de matrículas para os cursos do segundo semestre deste ano. As aulas serão ministradas pelo professor Aloísio Sartorato, às terças e quintas-feiras, a partir das 17h30. O curso básico começou no dia 11 de agosto. O Clube de Conversação no dia 13. O Niterói Esperanto Clube está situado na Avenida Amaral Peixoto, 207, sala 1609, Edifício Sabin, no Centro de Niterói. Inscrições e informações pelo telefone (21) 8606-9999.


Fonte: http://esperantoforadatoca.blogspot.com/

EVITE QUE SEU FILHO SEJA UM MARGINAL.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe suína, como e onde surgiu?

Vídeo interessantíssimo, produzido pela UNB, onde são explicadas de maneira muito didática, as conexões existentes entre os interesses das multinacionais, produtoras de alimentos e produtos farmacêuticos e o surgimento da pandemia de gripe suína e sua relação com a epidemia de gripe aviária. Recomendo assistirem as duas partes do vídeo.

Assista aqui.


Romário anuncia retorno aos gramados.



Baixinho confirma que irá disputar um ou dois jogos com a camisa do América

Rio - Afastado dos gramados há mais de um ano, Romário voltou a surpreender a todos nesta quarta-feira ao anunciar seu retorno ao futebol. O Baixinho confirmou que irá disputar um ou dois jogos com a camisa do América - clube que é dirigente - para realizar o sonho de seu pai, Edevair, que faleceu em maio deste ano.

"Estou me preparando para jogar e a minha inscrição deve sair até a próxima semana. Atuarei em um ou dois jogos oficiais para realizar o sonho do meu pai", falou o artilheiro dos 1.002 gols.

O anúncio foi feito pelo jogador após o empate por 1 a 1 do time alvirrubro com o Silva Jardim, em Édson Passos.

Fonte: www.odiaonline.com.br


Navio do aborto cancela viagem ao Brasil


Clique aqui para ler.

Colômbia pode ficar fora da Unasul, adverte equatoriano

No próximo encontro, será analisado o convênio que Bogotá negocia com Washington para a ocupação de bases militares estadunidenses


O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, declarou nesta terça-feira (11) que a Colômbia ficará à margem da União das Nações Sul-americanas (Unasul) se seu presidente, Álvaro Uribe, faltar à próxima cúpula extraordinária, que deve ser realizada em agosto, na Argentina. No encontro, será analisado o convênio que Bogotá negocia com Washington para a ocupação de bases militares colombianas por oficiais estadunidenses.


"Se desistir de estar presente em Buenos Aires, põe-se à margem e se exclui de todo o processo de integração", declarou Ponce durante a cúpula da Unasul, que aconteceu na segunda-feira (10) em Quito, no Equador.


Uribe não compareceu à terceira reunião ordinária do bloco devido ao convênio militar e à crise diplomática entre colombianos e equatorianos desde março de 2008, seguida pelo bombardeio ilegal perpetrado pelo exército da Colômbia, que resultou na morte do líder guerrilheiro Raúl Reyes.


Javier Ponce afirmou, ainda, que já foi pedida "uma consulta de ministros da Defesa e de Relações Exteriores, no marco do Conselho Sul-americano de Defesa", onde solicita que se definam em que termos se fará a próxima reunião.


Na semana passada, Uribe realizou uma viagem por sete países sul-americanos para tentar justificar a importância das negociações militares com Washington. Equador e Venezuela não fizeram parte do roteiro.


Declaração final

A declaração final da reunião, porém, terminou sem uma condenação oficial ao acordo militar, já que não houve consenso sobre uma proposta de resolução apresentada pela Bolívia para que o organismo rejeitasse a instalação de bases militares estrangeiras na região.


A não condenação por parte da Unasul mereceu críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que alertou que "ventos de guerra começam a soprar" no continente.


O boliviano Evo Morales, por sua vez, afirmou que é "obrigação" da Unasul "salvar o povo colombiano dos militares estadunidenses", enquanto o paraguaio Fernando Lugo pediu que não "coloquem nenhum governante no banco dos réus", referindo-se a Uribe.


Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com as novas bases que devem ser estabelecidas em território colombiano e sugeriu uma reunião de emergência. De acordo com ele, a Unasul deveria convocar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a dar explicações sobre o caso. "Isso se resolve com uma conversa", afirmou.


Em princípio, Lula ficaria em Quito para a posse do novo líder da Unasul, o equatoriano Rafael Correa, mas antecipou seu retorno alegando ter de estar presente no Brasil devido ao estado de saúde de seu vice, José Alencar.

Fonte: www.brasildefato.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Paradoxos da democracia

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JOSÉ MURILO de Carvalho: "A democracia no Brasil ainda é muito precária" (Foto: Chico Silva)

O historiador José Murilo de Carvalho é um incansável pesquisador sobre a construção da cidadania no Brasil. Nesta entrevista, ele expõe problemas relacionados ao Brasil do oitocentos, os difíceis primeiros anos da República e explica os diversos dilemas da democracia brasileira

A passagem da Monarquia para a República se deu, como sabemos, através de um golpe militar. O jornalista Aristides Lobo, inclusive, cunhou a expressão "bestializados". Ele referia-se ao povo que nada sabia do golpe. O senhor utilizou a expressão de Aristides para o título de um livro sobre o assunto. Quer dizer, o Brasil simplesmente dormiu monarquista e acordou republicano...

Esse é um tema muito complexo. Veja que o Manifesto Republicano é de 1870. Desde então, assistiu-se a uma propaganda aberta a favor da República. Jornais e clubes republicanos, tanto na Corte, quanto em São Paulo e alguns Estados do País - Rio Grande do Sul e Minas Gerais, principalmente - pregavam o fim da Monarquia e o advento do regime republicano. A própria Monarquia, abordei isso no meu livro, estava perdendo rapidamente a legitimidade das camadas letradas do País. Após a Abolição, ela perdeu também a legitimidade entre os proprietários rurais, ex-proprietários de escravos. Além disso, existiram conflitos com a Igreja. Outro problema era relativo à sucessão de Pedro II. As elites intelectuais e econômicas do País não viam com bons olhos um terceiro reinado com a princesa Izabel, uma mulher casada com um francês, o conde D`Eu. Havia um certo caldo de cultura contra o Império. Agora, o que ocorreu em si foi o envolvimento militar. Eles acabaram, por proclamar a República em 15 de novembro de 1889, quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de Estado e depôs o D. Pedro II. Muitos republicanos não sabiam do movimento militar. Nem um dos maiores republicanos, Silva Jardim.

Por que D. Pedro II não coibiu o movimento republicano?

Ele deixava correr. Em relação a essas coisas era muito "zen", como diríamos hoje. Para ele, era um movimento de jovens, sem grande importância. Por outro lado, desde 1877 ele se encontrava doente. Realmente, não estava controlando a situação. Até o último momento não acreditou no que estava ocorrendo. Por causa do golpe, Aristides Lobo cunhou a expressão "Bestializados". Realmente, as pessoas não sabiam do que se tratava. Agora, não devemos interpretar isso como se a Proclamação da República fosse algo que não tivesse base, nenhuma raiz. Isso seria exagero.

A problemática está numa pergunta: como foi programado o golpe, já que deixou de fora civis e políticos republicanos?

Na verdade, nunca ocorrera algo parecido na história brasileira. Em conseqüência, os primeiros dez anos de República foram de uma permanente perturbação da ordem. Guerras civis, revolta armada no Rio de Janeiro, revolução federalista no Sul, Canudos, na Bahia. Foram anos de grande inconstância. Talvez porque o processo tenha sido feito de uma maneira um tanto estranha, quer dizer, alheia à própria movimentação dos republicanos civis. Muitos deles só queriam a República após a morte de D. Pedro II. Aí, sim, fariam a transformação do regime monárquico para o republicano de uma maneira pacífica, menos radical. Por isso, tanta polêmica em torno do 15 de novembro. Alguns interpretam o 15 de novembro como algo que tenha caído do céu. É preciso analisar todo o contexto. Tínhamos partidos republicanos já organizados.

Para alguns, o grande paradoxo é que D. Pedro II centralizou muito o poder na Corte...

Eu não diria que ele centralizou o poder. Quando assumiu o poder, o processo de centralização tinha sido realizado pelos grupos da elite política, desde 1837, com o chamado regresso conservador. Pedro II só assume realmente o poder a partir dos anos 50 dos oitocentos. Não que ele desejasse, mas de certo modo foi obrigado. Havia um certo vácuo. Na minha interpretação, conservadores e liberais viviam às turras. Foram muitas revoltas envolvendo os dois partidos. D. Pedro II foi uma espécie de juiz entre essas duas facções. Tinha o Poder Moderador, cujo sentido era muito concreto: permitia que essas duas facções assumissem o poder em turnos e uma não excluísse a outra.

A República herdou muita coisa do Império. O sistema patrimonialista brasileiro, por exemplo...

Vamos por etapas: a abolição da escravidão foi uma revolução social. Com a Proclamação da República, não tivemos revolução nenhuma. Foi apenas uma mudança política. Tirou-se do poder um monarca, hereditário, e se colocou um presidente com período marcado para exercer o poder. Os presidentes ficavam apenas quatro anos no poder. Mesmo assim, muita coisa não mudou. Exceto a distribuição do poder entre os Estados. Quer dizer, a grande transformação foi a implantação do federalismo. Criou-se, a partir de Campos Sales, a famosa aliança política entre os Estados e o que muitos chamam da política café com leite. Os principais Estados, como Minas e São Paulo, comandavam o processo político.

E nos demais Estados?

O Sérgio Buarque de Holanda tem uma frase curiosa: o Império dos senhores de terra no Brasil adquiriu maior poder com o fim do Império. Nesta quadra se formaram as oligarquias regionais. Muitas delas condicionavam o comportamento do presidente da República.

Vivenciamos duas fortes ditaduras - a de Vargas (Estado Novo) e a militar a partir de 64. O Brasil começou a desenvolver um processo democrático nos meados dos anos 80 do século passado...

Democracia é algo que nunca se completa. É um caminho que vamos trilhando com idas e vindas, progressos e retrocessos. Se entendermos democracia como um sistema comandado pela lei, com ampla participação popular, mesmo fora dos períodos eleitorais, liberdade de imprensa, é uma coisa... Se analisarmos a democracia de um ponto de vista mais amplo, é outra. Significa não apenas a participação política das pessoas, mas o que chamaria de cidadania e igualdade civil, passando por uma melhor distribuição de renda e acesso à Justiça. Ora, isso não temos no Brasil. Pessoas com recursos escapam facilmente das malhas da justiça. Assistimos a milhões de escândalos nos últimos anos. Pergunto: quem está na cadeia? Ninguém. A desigualdade econômica é terrível. Temos distâncias quilométricas entre o topo e a base da pirâmide. Então, a democracia no Brasil ainda é algo muito precário. Nossas câmaras legislativas estão envolvidas há muito em um rosário de escândalos. Ainda temos que avançar muito no nosso processo democrático.

Numa análise mais macro tudo indica que esse processo tem raízes no passado.

Fomos submetidos a golpes militares. Depois de 1945, vivenciamos uma expansão democrática. Assistimos ao golpe de 64. Foram 21 anos. Depois, a democracia foi restabelecida. O impeachement de Collor foi absolutamente dentro da lei. Até hoje, felizmente, não passamos por novo golpes.

O senhor escreveu uma biografia sobre Pedro II que, logo, transformou-se num best-seller. Por que os historiadores têm tanto medo das biografias?

A biografia é de modo geral algo que interessa muito às pessoas. Os historiadores brasileiros não se aventuram muito a escrever biografias. Olham de uma maneira meio atravessada. Como se o gênero não estivesse à altura deles. Sempre foram os jornalistas que exploraram o gênero biográfico. E com muito sucesso. As pessoas, afinal, gostam de saber da vida dos outros. A Companhia das Letras me encomendou a biografia sobre D. Pedro II. Fiquei com receio, pois não tinha experiência nesse campo. Agora, os jornalistas escrevem bem, com clareza, elegância, atributos que faltam aos historiadores. Parte dos historiadores são muito rigorosos na pesquisa, mais do que os jornalistas. Principalmente, com relação às fontes. Aliás, muitos deles chegam a interpretar e criticar suas fontes de pesquisa. Não colocamos nada em nossos livros sem uma ampla pesquisa e uma documentação precisa. Quando se trabalha assim, o historiador termina por colocar uma multidão de notas de rodapés na páginas. A leitura é muitas vezes cansativa. Atualmente, existe uma maior preocupação dos historiadores com relação à escrita, ao estilo. Isso é que atrai o leitor. Na França e na Inglaterra muitos escritores escrevem biografias com grande êxito. Conscientemente, faço um esforço nessa direção. Discuto muito esse problema com meus alunos e colegas. A história é algo que afeta todo o mundo. E existe também uma grande demanda pela História. Não só no Brasil, mas em todo o mundo. Quando você escreve para uma revista especializada pode até utilizar uma linguagem mais acadêmica. Mas, no suporte livro, você deve escrever de maneira clara e objetiva. Só assim atingirá o grande público.

FIQUE POR DENTRO
Interpretação sobre o Brasil dos oitocentos

O historiador José Murilo de Carvalho organizou o livro "Repensando o Brasil do Oitocentos - Cidadania, Política e Liberdade" (Civilização Brasileira, R$ 49,49). O livro resultado de um grupo de estudos formados por historiadores de diversas universidades do País - Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, principalmente. Para José Murilo, a palavra cidadania é termo recorrente em "ambientes diferenciados da discussão pública", principalmente hoje, quando se consolida o direito do cidadão em suas práticas políticas, civis e sociais. Os direitos políticos teriam se desenvolvido no século XIX, e os civis e sociais no século XX. José Murilo de Carvalho é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências.